sexta-feira, 30 de julho de 2010

Comentários dos leitores...


Boa a síntese da charge sobre postagens anônimas em sites jornalísticos. A imagem ilustrou a matéria a respeito deste assunto na CNN. A quem interessar exercitar o inglês, vale a pena se interar neste debate. A matéria e de Stephanie Goldberg, publicada em 19 de julho de 2010.

http://edition.cnn.com/2010/TECH/web/07/19/commenting.on.news.sites/#fbid=WzyhPeT1afH

Malandro é malandro, mané é mané... Um desabafo e o orgulho de ser DIPLOMADO.

Vencida a epopéia contra a morosidade de certa administração acadêmica e passada a espera pelos trâmites "burrocráticos" que, qual efeito dominó, tombam a inteligência de cada um dos envolvidos no processo, finalmente hoje, quase um ano após formado, pude por as mãos no Diploma. Já tinha álbum, DVD, foto caseira, poster na parede, lembranças, despesas... Enfim, tudo que uma suada graduação deixa de lembrança mas, faltava o principal.

Sentimentalismo à parte, passa mesmo em alguns minutos, um filme da história vivida nos quatro anos naquele prédio, naquelas salas, naquelas ruas vizinhas. Até dos tiroteios que rolavam nos morros cariocas e podiam se ouvir nas salas de aula. Mas, enfim, como não gosto de filmes longos, me livrei logo das lembranças e caí na realidade.

Inevitavelmente não pude deixar de lembrar e, é claro, esconjurar mais uma vez o agora EX (com maiúsculas, para destacar) presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o nosferatu GM, vulgo Gilmar Mendes. O conhecido sósia do Deputado do programa de humor A Praça é Nossa, só que em versão totalmente sem graça, liderou a "pantomima, a patuscada" (no melhor estilo Collor X Sônia Bridi). Sua tentativa de destruir a dignidade dos jornalistas formados, baixar a régua no patamar da qualidade de informação não foi suficiente para dissipar o orgulho de quem estudou e investiu em conhecimento, assim como não fez com que qualquer empregador, particular ou público, deixassem de exigir formação.

Nós, jornalistas por formação, seguimos nossa luta. E a vida segue.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sem tempo prá não ter tempo



Ele, o tempo, já figurou como protagonista, desde os primórdios, das mais diversas passagens na vida e na história de todos nós. Tema de livros, ensaios, pinturas, músicas...

Parece desafiador, perseguidor. Basta a decisão tomada por uma guinada, uma nova edição para a vida e seus afazeres e lá vem, soberano, o tempo ou sua ausência tomar-nos de assalto. E vamos provocando encaixes, reodenações, mudanças e reconstruções para a vida, que precisa fechar em ciclo, caber em vinte e quatro horas. Alguém me ensina?

Há quatro anos eu escrevia, em parceria com mais dois amigos, outro blog chamado "TCT - Três contra o tempo". E o objetivo era este mesmo. Desafiá-lo. Manter assuntos em dia, publicar nossas pautas sobre cotidiano e não nos deixar engolir por ele. Um a um, fomos abatidos. Fulminante tempo.

Mentiria se dissesse que parei para refletir sobre o tempo. Na verdade, a falta de tempo para refletir sobre ele mesmo me levou a escrever diretamente, sem roteiros, sem regras, sem lead e sublead. Se dedicasse tempo a refletir, ele me venceria. Enlaçaria idéias na mente e não me sobraria tempo para traduzí-las em bytes no computador. O desafio de manter em dia, aqui no Outras Palavras, minhas opiniões e observações a respeito da vida, sobre minha ótica, é fruto do constante exercício de reinventar-me em poucos minutos de prazer dedicados à escrita.
 
Fui nocauteado por um perído nefasto de trabalho dobrado, leis malditas virando minha rotina de cabeça para baixo e um turbilhão de outras coisas. Algumas muito boas, inesperadas, supreendentes, que me deram um sentido de recomeço em meio ao caos. Oxalá tudo corra bem.

Este tal tempo, que às vezes tomo por algoz, também por salvador há de ser visto. Aprender a passá-lo, dominá-lo, preenchê-lo e bem gastá-lo é uma arte pela vida. Uma arte que a cada dia gasto permite menos rascunhos, exige mais feitura imediata, ação concomitante aos planos.

Não quero, como muitos, dias com mais horas. Quero, sempre mais, viver bem as horas que o dia tem e ir dormir a cada noite com a certeza de que cumpri minhas tarefas, realizei o que devia, "combati o bom combate". Se um dia eu aprender contarei o segredo. Mas se alguém souber antes, poupe-me o trabalho e ensine o caminho.