quinta-feira, 12 de agosto de 2010

INSS e bancos. Mais uma capítulo da desordem nacional.



Dia desses me embrenhei numa fila de banco para pagar carnês de arrecadação do INSS dos mais pais. Coisa mais cretina esse sistema da burrocracia nacional. Vendem estes malditos carnês, sem códigos de barra, em qualquer papelaria de bairro. O cidadão preenche em casa e vai pagar, como se ainda estivéssemos em tempos de depender de caixas de banco.

Me perdoem os que pensam que o código de barras é coisa do final dos tempos, que um dia todos seremos marcados na testa com um desses. É uma mão na roda! Bastaria ter um ali na página do maldito carnê e eu teria ido direto ao caixa eletrônico resolver minha vida e a do banco. Sim, uma vez usuário de internet banking e caixas eletrônicos, desoneramos as folhas de pagamento dos magnatas bancários. públicos e privados, fazendo nós mesmos o serviço sujo. A eles, o pouco de serviço que sobra no atendimento pessoal é feito de maneira torpe, estúpida, desconfortável e demorada, como se estivessem prestando algum favor. Mas não estão não! Vale a máxima da Lady Kate: "Tô pagandooooo". Mas eles se importam com isto?

Na agência da caixa fui procurar uma tabela de preços dos serviços bancários. Olhei esperançoso, pensando encontrar algum quadro grande, visível, com letras legíveis para idosos e pessoas com alguma deficiência visual. Ilusão. Achei, sim, um suporte de acrílico na parede com um calhamaço de papel A4. Lá, uma tabela com letras cômicas, que faltavam pouco pular dali apontando dedos para minha cara e, rindo, gritarem: "Ah, se ferrou". Juro. Um monte de página com letras pequenas e difícil interpretação. Pensei logo: claro que eles não teriam prazer nem despesa de anunciar decentemente o preço cobrado pelo menor serviço prestado.

Lembrei nesse momento das visitas que andei fazendo a postos do INSS para resolver assuntos de aposentadoria com meu pai, um cara de ótimo coração, mas tão bom quanto enrolado para estes assuntos. A morosidade do atendente era tanta que achamos que ele estava tendo algum tipo de surto ou fazia corpo mole para analisar os documentos. Nem preciso dizer qual a opção correta, preciso?

Em homenagem a esta bandalha nacional chamada INSS, causadora de desapontamento, pagadora (?!) de salários miseráveis aos que mais trabalharam, o vídeo de hoje é um esquete genial do mestre Chico Anysio. A velha puta vai ao INSS tentar se aposentar. A coisa toda é tão bem escrita e encenada, a caracterização vocal e postural do Chico é tão boa que a gente mal nota que ele não está vestido. Vemos uma velha no INSS e pronto. É engraçado, mas crítico. 
 
 
 

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