terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pouco dinheiro, muita corrupção.


Acabo de ler no blog DizVentura, do ótimo Mauro Ventura, no Globo Online, uma observação interessante a repeito da ação policial no Rio de Janeiro.

A cada dia os escândalos saltam aos olhos. Não é exclusividade nossa, mas, como sentimos na pele, é do santo de casa que relatamos os milagres.

Caso não menos interessante, prá não dizer revoltante, sobre a barbárie policial eu ouvi há algumas semanas, quando, discutindo sobre os prós e os contras de comprar um carro, desde despesas até a emissão de poluentes, chegamos ao ponto que não pode ser descartado: ter carro no Rio de Janeiro é um risco até quando tudo está em dia.

Do outro lado da linha a pessoa me conta um fato estarrecedor: propina paga com cheque. Revoltei. Pensei que deveríamos denunciar o absurdo, pois o canhoto e a compensação bancária poriam às claras este absurdo. A pessoa não topou, pois o policial também tinha seus dados.

Concluí: temos mesmo medo da Polícia tanto ou mais do que dos bandidos.

O valor do cheque? Dez reais. Isso mesmo, não é erro de digitação. Não faltou nenhum zero. O PM pediu dez reais, o motorista não tinha, arriscou brincar e perguntou se aceitava cheque. O escândalo: o policial aceitou. E o motorista preencheu, pois queria se livrar dali, sem danos físicos ou materiais.

A coisa vai mesmo muito mal.

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