quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Dificientes físicos: respeito é bom e eles gostam.


Recebi este vídeo e me senti no dever compartilhar. É uma ma campanha de conscientização a respeito de cidadania para com os deficientes físicos. O trabalho é tocante e faz um alerta à sociedade. Compensa uma olhada e a reflexão.

Andando pelas ruas aqui do Rio de Janeiro vejo algumas ações já tomadas para melhorar a vida de cadeirantes, idosos e pessoas com outros tipos de difuculdade de locomoção. Porém, assim como você, quando para me colocar no lugar destas pessoas, me resta apenas uma conclusão: falta muito a ser feito.

Uma lei decretou a adaptação de elevadores nos ônibus da cidade mas, em muitos exemplos cotiadianos, vemos que isto só não basta. Falta manutenção, capacitação dos profissionais, respeito dos demais cidadãos e mais ação dos governos.

Façamos a nossa parte!

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domingo, 12 de setembro de 2010

Jornalismo 2.0 ou Noticiário Colaborativo: as besteiras que nos contam

Willian Bonner é publicitário de formação.

Leio muito sobre comunicação. Vejo muita coisa acontecendo e, a cada dia, me deparo com mais veículos tentando encontrar a fórmula perfeita do jornalismo colaborativo ou da cobertura jornalística pelo leitor. Arremedos de um jornalismo 2.0, ou participativo, espalham-se aos milhares.

O que acontece na verdade é bem mais sério e bem diferente do discurso apregoado pelos grupos de comunicação. Por jornalismo participativo, entendem a publicação de conteúdo dos leitores sem maior apuração ou crivos severos de crítica. Não se percebem marionetes da era da informação. Interesses, partidarismo, brincadeiras, caçadores de quinze minutos de fama e tantos outros personagens se proliferam na internet que mal damos conta de classificá-los.

A alavanca de impulso dos erros do jornalismo online, da circulação de notícias mal apuradas e mentirosas tem sido, corriqueiramente, a má compreensão da era da colaboração. "EU-repórter"? Jornalistas estão aí para quê? E não me entendam mal: não estou aqui marcando território, qual um cão que urina postes delimitando seu espaço. Há lugar para todos.


O mundo não é perfeito, como prega a Wolksvagem. Desacreditei de fantasias aos quatro anos, quando vi coelhos de verdade e concluí: um bicho daqueles não tinha como carregar ovos de chocolate para lá e para cá. Notícia é assim também. Parece lindo o discurso do "faça você mesmo", mas não se produz assim. Isso é fábula. O leitor é  só coelho da história. O jornalista, que enfrenta as máquinas e os desaventos da profissão, fica no backstage, tal qual os operarários nas fábricas.

Atrás do discurso do jornalismo colaborativo habitam os reais intuitos. Da parte dos empresários de comunicação, produzir o maior número de notícias pelo menor custo e, com o menor quadro funcional possível. De outro, a população, que vê nestes canais um espaço de democracia, de gritar, de ter a voz que não tem perante a sociedade. 

Não acho que transformar a sociedade em fornecedora de informação seja a saída, tampouco o extremo radical, mas é absurdo o que temos visto. A publicação da foto de uma Kombi em chamas, supostamente em um incêndio em São Bruno, Califórnia, é um exemplo disto.


Seria uma ótima colaboração do leitor, não fosse a foto em questão extraída do seriado Lost! Sim, era a Kombi da Iniciativa Dharma! Foi apurado antes de ser publicado? Uma dose de cultura pop e a Kombi não estria ali. Créditos da observação ao site www.contraditorium.com.

Dia desses, parei para assistir ao Jornal Nacional. Era o primeiro dia do tal JN No Ar. Um jatinho que está passeando o país. Bem melhor que o motor home de Bial anos atrás. Ernesto Paglia, dessa vez, viaja patrociado pelo Bradesco, com direito logo do banco no jato. Até outro dia jornalista não anunciava produtos, não era garoto propaganda. A cada dia a credibilidade vem sendo posta de lado e vemos mais e mais profissionais nesta. 
 
O âncora estava numa fortaleza no Amapá, parecendo estar na cobertura de um show de axé. Gritaria, telões, povo inflamado e por pouco não entra a Ivete Sangalo cantando um tema local. Lembrei que Bonner é publicitário por formação, jornalista há décadas, e deixou a identidade vendedora gritar alto demais. O que tenho visto do tal projeto são matérias sem relavância que não cumprem o papel de "revelar o Brasil", como afirmam.

A Globo mesmo tenta nos convencer a todo modo de que a modinha agora é o jornalismo despojado. Ok, tem espaço para tudo. Mas Glenda Koslowsky se estragando como apresentadora do novo circo do Boninho, valha-me Deus! Deixassem isto pro Leifert e seu esporte com cara de stand up comedy. Pouco me espantaria vê-lo estrelando um show desses. 


Devemos despertar para um fazer jornalístico verdadeiro. Colaborar siginifica ajudar, fazer sua parte, mas jornalistas devem fechar a matéria, apurar o que chega do leitor, checar outros fontes, educar o olhar. Aliás, só para não passar sem mais uma provocação, convido ao pensamento: há jornalistas por trás de tudo que se publica ou aos veículos?

Basta alertar que "as opinições emitidas são de inteira responsabilidade de seus autores".? Sobre esta máscara, veículos se esquivam da responsabilidade, jogam para segundo plano o importante papel do boa apuração jornalística e ajudam a baixar o nível do jornalismo para  uma superficialidade bestial.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saudade.

Cordeiro, RJ. Foto tirada nos anos 1960 (creio eu)
Sinto uma vontade imensa de desconectar: do trânsito, do barulho, do céu sem estrela, da lua encoberta, do calor exagerado, do frio inesperado. 
Como tantos, tenho sentido saudade de uma época que não vivi.
Sei não. Acho que estou ficando velho. E claro, depois de cinco anos, preciso de férias.
Preciso ao menos de umas noites na minha roça natal, dormindo com o silêncio, ouvindo grilos, acordando com o canto dos pássaros e o sol invadindo minha janela.
Eu sempre soube que sentiria falta disso tudo. Nunca me enganei, nunca reneguei.
A vida nos guia, o acaso nos protege, tomamos nosso rumo e sonhamos com uns dias de folga prá voltar prá casa. Sentir um cheiro bom de amizade adentrando nossa casa, sem pedir licença.
Ah, que saudade de não ter que trancar as portas...


Vilarejo 
 

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for...


Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Página policial... E pouco (ou nada) mudou no Rio.

Há três anos eu escrevia um blog, em conjunto com  o Thiaguinho Oliveira, que deixou o jornalismo para tocar outros projetos, e com o Felipe Pereira, publicitário e atualmente petroleiro concursado, atuando em outro ramo. Só eu sobrevivo na comunicação.
 
Naquela ocasião, vivíamos tão imersos em casos pessoais e cotianas de violência no Rio que resolvi lançar uma nota, para esclarecer aos leitores que, apesar de parecer, não era aquele um blog policial.

Revirando os arquivos, descobri que muito pouco, ou quase nada mudou neste tema - segurança, de lá para cá. UPPs foram fundadas, morros estão sendo tomados pela polícia, mas estamos longe, bem longe do ideial. Por enquanto, ainda temos receio de que sejam apenas ações a serem abandonadas no calar das luzes das Olimíadas de 2016. Oxalá esteja errados.

 
A nota era a seguinte:

O Blog Três Contra o Tempo tem sido uma experiência muito legal para nós que o "fazemos". Esperamos que esteja sendo também agradável e relevante para todos os que já passaram por aqui.

Sobre nossa proposta de lançar nossas idéias e um pouco do que conversamos (da parte séria e publicável, claro!) num blog, não era nosso objetivo passar tantos "posts" falando de violência e nem transformar o "TCT" numa página policial. Infelizmente, é o que temos vivenciado com muita constância no Rio de Janeiro e no resto do mundo.

Bem próximo de nós, diariamente, os fatos acontecem. Na última sexta-feira, por exemplo, nos escondemos atrás de muros na faculdade ao chegarmos e ao sairmos das aulas, devidos aos disparos entre morros rivais.

Fica o desejo de encontrar mais "amenidades" e "alegria" para partilhar, porém, o cotidiano será retratado. Se for a violência, que seja um "grito" de alerta!

Obrigado pela visita!
Este escriba, Felipe Correa e Thiago Oliveira:
perdemos a batalha contra o tempo.


Caso de polícia: a universal ineficiência em teleatendimento.

Quem poderá nos "entender"?
Um amigo relata sua história absurda, trágica e cômica, como quase tudo que lhe acontecia. Fato verídico mesmo era o medo que tínhamos de convidá-lo para eventos, festas ou reuniões de boteco mesmo. Sempre acontecia algo. Creditávamos ao magrelo Thiaguinho.  Narrava ele:
Pode parecer ridículo, mas logo após ter sido assaltado liguei para o 190 e disse que queria informar o acontecido, e por mais incrível que possa parecer seguiu-se
o seguinte diálogo:

Policial: - O que está havendo?
Eu: - Queria informar que fui assaltado na rua.
Policial: - Como?
Eu: - Acabo de ser assaltado.

Policial: - Mas você está sendo assaltado nesse momento?
Tive que me manter quieto para não rir.

Já eu não conseguiria tanto. Daria uma gargalhada das minhas, sonoras e prolongadas, repondendo:

- "Deixa prá lá. Vou tentar ligar prá Liga da Justiça ou pro Chapolin".

domingo, 5 de setembro de 2010

Fórum Internacional de TV Digital no Rio de Janeiro

A sétima edição do Fórum Internacional de TV Digital organizada pelo Instituto de Estudos da Televisão - IETV, acontece no próximo dia 24 de Setembro, à partir das 9 horas, no Arte Sesc Flamengo, no Rio de Janeiro.

Neste ano, o tema do evento terá como tema "o que a indústria está preparando para a era 3D". Executivos de TV e dos fabricantes participarão do Fórum. A participação no evento é gratuita e as inscrições são realizadas pelo e-mail
forum@ietv.org.br, que deve conter nome, profissão, empresa e data de nascimento do interessado.

Recomendo a chegada antecipada ao local para garantir um bom assento. O sucesso do Fórum tem levado a cada ano mais participantes ao evento, desde estudantes até profissionais do mercado, todos interessados no debate e na vanguarda dos temas ligados ao universo da televisão.

Clique na imagem para ver a programação completa.

O caso Migre.me: uma aula de gerenciamento de crise com a ação de Jonny Ken.

Em tempos de microblogs e espaço limitado para transmissão de mensagens, sites com a função de encurtar links, poupando espaço de caracteres para a postagem, surgiram (ou renasceram) em grande quantidade. É a clássica regra da oferta e demanda.

No Brasil, um dos maiores e mais utilizados encurtadores de URL é o www.migre.me, criado e mantido pelo analista de sistemas Jonny Ken. O site, em constante atualização e melhorias, vinha se tornando um dos preferidos pelos usuários deste tipo de serviço, chegando à marca de dez milhões de usuários

Não pretendemos discorrer a respeito de dados técnicos do caso. Basta registrar que, por conta de uma mudança de hospedagem dos servidores de uma empresa para outra, que em manutenção, perdeu os dados do site, milhões de links gerados e espalhados pelos  usuários simplesmente deixaram de funcionar.

Os impactos de um problema desta grandeza podem não tirar o sono da maioria dos usuários, que viralizam vídeos, curiosidades e demais assuntos, cuja importância se perde horas depois de divulgados, pulverizados entre outros tantos assuntos. No caso de usuários corporativos, a coisa muda de figura: links quebrados significam perda de negócios, afastamento de clientes, imagem aranhada perante a opinião do público que se tentou alcançar, entre outras tantas razões de preocupação, que poderiam ser listadas.

Acostumados com empresas de tecnologia que se escondem por trás de atendimento eletrônico ineficiente, atendentes de telemarketing que seguem à risca seus scripts de atendimento, fazendo-nos crer estar lidando com robôs, incapazes de se interessar pelo problema do cliente, vimos um caso completamente diferente com o Migre.me.

Os comunicadores de plantão, forjados e preparados para pensar em planos de comunicação, gestão de crise, transparência e saber assumir erros, teriam, aqui, uma infinidade de cases prontos e obrigação de fazer o que fez Jonny Ken, sem assessoria.

Horas depois de identificado o problema, após uma madrugada de trabalho tentando reparar o erro causado pelos seus fornecedores, o analista de sistemas vem a público prestar esclarecimentos sobre o ocorrido, ainda que, naquele momento, não houvesse qualquer expectativa de correção do erro. 
 
Em um vídeo postado no seu canal no YouTube, Jonny, visivelmente transtornado, faz o que deveria ser seguido por toda empresa ou profissional que se pretendem conhecer como sérios: assumiu sua parcela de culpa, contou exatamente o que ocorreu, mostrou sua indignação com o erro, informou as ações que tomou para tentar corrigir, mas não mentiu ao afirmar que não sabia das possibilidades de resgatar os dados já realizados pelos clientes.

Para muitos, Jonny teria ali sepultado o Migre.me. Expôs erros primários de análise de contratos, deixou para terceiros a função de cuidar dos backups e não sabia como era feito isto no novo fornecedor. Na verdade, o analista conquistou, com esta crise, um patamar de credibilidade novo. Passou a ser um rosto conhecido, continua respeitado como profissional e se pôs ao lado dos seus clientes. Apresentou-se como "responsável pelo Migre.me" e assumiu o papel com maestria.

A empresa que hospedava o site uma semana antes do ocorrido ainda mantinha os dados arquivados. Em alguns contatos com pessoas que poderiam liberar tais informações, o Migre.me garantiu o retorno, perdendo informações dos últimos quinze dias, fato este que, segundo o desenvolvedor, o deixavam igualmente chateado, mas que, no momento, era o que podia fazer. Prometendo todos os seus esforços para recuperar também estes links, comprometeu-se de peito aberto e deu satisfação ao seu público.

Diversas empresas especializadas ofereceram ajuda para o retorno do Migre.me e hospedagem para o mesmo. Bondade? Não! Todos viam ali uma oportunidade de, com o emblemático caso que se levantava, associar sua marca ao Migre.me e aparecer como a “salvadora da pátria". Estão certos. Tiveram visão empresarial.

Jonny, veio a público num segundo vídeo, onde, visivelmente mais feliz, anunciava o retorno do site, dava detalhes do que já havia sido feito e o que ainda haveria pela frente, repetindo seu pedido de desculpas e agradecendo a todos que ajudaram e prestaram solidariedade. Aquele que poderia ser um caso, como tantos, de profissionais de tecnologia estereotipados, bons de relacionamento com máquinas e algoritmos, mas não de se relacionar com pessoas, ficou, para nós comunicadores , como um caso a ser contado. 

Deveria ser também apresentado aos clientes que insistem na mentira ou em divulgação de informações duvidosas, com o claro intuito de ganhar tempo, passando sobre qualquer parâmetro de dignidade.

É possível conter boatos e cuidar da imagem dos clientes, falando a verdade, expondo os erros e sendo franco, desde que apresentando soluções e esforços para correção dos problemas. É o que assessores de comunicação, imprensa e gestores de crise fazem, ou, pelo menos, deveriam. 

No caso do Jonny Ken, de forma intuitiva, acertou em cheio. Não escolheu um escritório montado, não trajou terno nem se mostrou diferente de sua realidade. Gravou como é: camisa de malha, em casa, com qualidade de vídeo caseiro, mas mostrou sua realidade e seu profissionalismo, que valiam (e valem) mais. 

Quanto mais nós, comunicadores, que fomos preparados para tal, deveríamos acertar mais, ainda que isto passe pelo convencimento inicial dos contratantes
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sábado, 4 de setembro de 2010

Projeto Nós Digitais ESPM


Feriadão está aí, mas o tempo não para, como já dizia o poeta. E para quem quer uma boa dica de evento, eu recomento este aí. Já participei de um encontro do PanLab da ESPM e indico. 

É se programar para os dias 13 e 27 de Setembro. E enquanto não chegam, um viva à independência do Brasil... Mas, ela existiu ou só é bonita no quadro? Vamos pensar!


Clique aqui para incrições no evento, que é gratuito.