quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Saudade.

Cordeiro, RJ. Foto tirada nos anos 1960 (creio eu)
Sinto uma vontade imensa de desconectar: do trânsito, do barulho, do céu sem estrela, da lua encoberta, do calor exagerado, do frio inesperado. 
Como tantos, tenho sentido saudade de uma época que não vivi.
Sei não. Acho que estou ficando velho. E claro, depois de cinco anos, preciso de férias.
Preciso ao menos de umas noites na minha roça natal, dormindo com o silêncio, ouvindo grilos, acordando com o canto dos pássaros e o sol invadindo minha janela.
Eu sempre soube que sentiria falta disso tudo. Nunca me enganei, nunca reneguei.
A vida nos guia, o acaso nos protege, tomamos nosso rumo e sonhamos com uns dias de folga prá voltar prá casa. Sentir um cheiro bom de amizade adentrando nossa casa, sem pedir licença.
Ah, que saudade de não ter que trancar as portas...


Vilarejo 
 

Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for...


Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes

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