quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Use bem a língua: Albertina Ramos e o ensino divertido da gramática, em livro.

Grata surpresa receber um informativo sobre o lançamento do livro da querida amiga e  professora Albertina Ramos. Em "Use bem a língua", Tina (como é conhecida por todos), experiente profissional da área acadêmica, apresentará a gramática com a leveza e competência já atestada por seus alunos. 

No blog oficial do livro, Albertina apresenta sua proposta: 

Sabemos que uma língua se faz no dia a dia dos falantes e que por isso mesmo se modifica no tempo e apresenta formas que não condizem com todas as situações sociais. Por exemplo: não se fala da mesma maneira numa reunião de trabalho e no barzinho com os amigos. Por essa razão, é preciso conhecer algumas regras básicas para falar e escrever, apresentadas na gramática normativa. O meu livro, Use bem a lingua, é uma introdução às normas cultas da lingua portuguesa, e este blog é uma maneira de continuar este aprendizado de uma forma mais interativa e agradável. Então, sejam bem-vindos e mostrem a lingua!

  
O lançamento, ainda sem data marcada, atestará o sucesso que será a publicação , com a chancela de qualidade de uma mestra na arte do ensino da língua portuguesa. Segundo a autora, haverá eventos de lançamento na faculdade onde leciona e até em um bar GLS. Acesse www.livrosilimitados.com.br/albertinaramos para conhecer mais e responder a enquete da Tina.

O mestre e A mestra: Albertina Ramos, no evento
Poesia nos braços de Drummond (2006).

Foto: Sidonio Macedo Jr.

Música visceral: Lenine e sua organização confusa.


(Re)Pensando nos meus gostos musicais, dia desses, num dos meus raros momentos de pernas pro ar, descobri que não contruí ídolos. (Viva!)

Não formei unanimidades musicais no meu gosto pessoal. Gosto de muita coisa, de muitos artistas, mas sempre fui muito crítico. Até com que gosto.

Junto desta visão, por muitas vezes tida como inconstância ou mania de ser do contra, fui construindo mais a admiração pela obra do que pelo artista.


Assim, aprendi a amar "Codinome beija flor" sem precisar ser fã de Cazuza ou a reconhecer a técnica vocal de Daniela Mercury cantando MPB, sem topar um passo de axé que seja de sua carreira na música bahiana. E por estes exemplos, seguiriam outros tantos...

Mas o papo hoje é Lenine! E sem muita explicação: simplesmente pela organização confusa de seus escritos e sonoridades traduzirem muito minha personalidade. Tenho passado bons momentos ao som de "Martelo bigorna" e "Hoje eu quero sair só". Com Lenine, a pergunta nunca termina, mesmo após encontrada a resposta: "O que é bonito"?

A beleza da obra de Lenine, parece-me, está no questionamento, na procura pela resposta, e não no encontro dela em si. "Eu não quero a gravação, eu quero o grito".





terça-feira, 19 de outubro de 2010

Corrida de gato e rato ainda está em uso pela Polícia Civil no Rio de Janeiro.


Presenciei uma cena que denuncia a arcaica metodologia de ação policial, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira.

Estava na Avenida Presidente Vargas, bem em frente à Central do Brasil. No ponto de ônibus, um ato corriqueiro naquele local, infelizmente, volta a acontecer: dois pivetes assaltaram uma mulher que aguardava a condução e fogiram entre os carros.

Não percebi de onde surgiram, mas segundos depois, na mesma via, dois policiais civis, uns tantos quilos acima do peso, corriamm atrás dos bandidos. Em vão, empunhavam armas, batendo contra o corpo seus distintivos preso aos cordões, baforando de cansaço. 
 
É cotidiano! Todos que por ali passam diariamente sabem quem são os assaltantes daquele ponto. A polícia ainda não aprendeu a agir com estratégia. É difícil acabar com os ratos usando gatos gordos que não dão conta da corrida. Houvesse uma equipe bem espalhada, um cerco bem montado, prisões aos montes aconteceriam. 

Todo o dia é a mesma coisa, nos mesmos horários. Sopra-se a poeira para garantir a limpeza da mobília, mas ela logo volta. Alguém pensou em descobrir de onde vem a sugeira e evitar que ela cresça? 

O resultado da ação policital estabanada, e não planejada, foi o que todos presumiam: a fuga dos assantantes, o pânico dos pedestres e motoristas de uma via super movimentada da cidade e o visível despreparo dos agentes que, a mim pelo menos, deixaram a sensação de que estavam à beira de um ataque cardíaco.

sábado, 16 de outubro de 2010

Show na mina... O treinamento dos mineiros chilenos para aparecer na mídia.

Não seria de se espantar caso cobrassem ingresso para assistir ao Resgate dos moneiros.
 Li uma matéria no Comunique-se que me fez refletir mais ainda a respeito do drama (ou não!) dos mineiros chilenos soterrados desde o dia 5 de agosto. Era notório que a comoção, vinda da complexidade deste resgate, nos fez esperar pessoas debilitadas e maltrapilhas saindo daquele tubo. Não somos maus, pessimistas ou carniceiro por isto.

Também já tinha passado o período de comoção, uma vez que imagens e suprimentos chegavam até eles. O que me faz pensar é que, apesar das dificuldades, o erro de cálculo foi mesmo só um erro? Ou teriam sido anunciado um prazo tão longo para a perfuração com o intuito de supreender? A mim, cheira a piada roteirizada, nada engraçada. Fica uma sensação de a qualquer momento sairia do tubo o Rafinha Bastos. Já tinham até óculos no estilo CQC. 

E "custe o que custar", de verdade, parece ser a melhor definição para a notória manipulação política da história feita pelo governo chileno. Hino, bandeira, chororô, e agora, media training debaixo da pedra? Segundo o repórter Rodrigo Bocardi, correspondente da Rede Globo publicou no Twitter, as cenas não o comoviam. Foi criticado pelas declarações e críticas ao show televisivo da mina de São José. Copiapó se transformou na Hollywood chilena. 

Daqui a alguns meses, livros, filmes, documentários, reportagens e muita história noticiosa ainda vai repercutir. Não demora muito, deve sair uma revista masculina mostrando a nudez de uma filha ou esposa de um dos mineiros. Nem vou me surpreender se ler um trocadilho do tipo "A mina do mineiro" numa capa na banca. Vai que aparece uma amante de mineiro contando futilidades do programa da Luciana Gimenes?

Fiquei feliz e acompanhei o primeiro resgate, ai vivo. Só aguentei até aí. O resto me fez pensar e constatar: notícia, mesmo, tem pouco na história da mina e dos sobreviventes. 

Prá ver show, prefiro os de música... Mas chilena não, por favor.




Abaixo, a matéria na íntegra.

Até debaixo da terra. Mineiros tiveram media training por videoconferência

Da Redação

Os 33 mineiros chilenos soterrados no norte do Chile foram treinados para lidar com a imprensa enquanto ainda estavam na mina. Os 700 metros de profundidade não foram obstáculo para o media-training, realizado por videoconferência. O jornalista e diretor da Associação Chilena de Segurança, Alejandro Pino, foi o responsável por dar aulas de expressão oral aos mineiros.

Pino conversou com cada um dos trabalhadores e conheceu suas histórias. Para ele, que coordenou outros detalhes da operação de resgate e ficou dois meses sem ver a família, esse foi o “trabalho mais importante de sua vida”, disse em entrevista ao IG.

O jornalista contou como fez o media-training, mas, por uma questão ética, não quis detalhar as histórias dos mineiros, mesmo assim, afirmou que todos têm histórias interessantes para contar.

“Dividimos as aulas em duas partes. Em uma delas, os mineiros apenas respondiam perguntas. Muitas eram difíceis e até indiscretas, pois precisava ver como respondiam e como reagiam. Ensinei, também, que eles tinham todo o direito de não responder o que não quisessem. Na segunda etapa, o foco estava em como desenvolver uma conversa. É bem provável que eles sejam convidados a participar de programas de televisão, por exemplo, e queríamos que soubessem contar suas histórias de maneira estruturada. Trata-se de um grupo de pessoas muito inteligentes e com histórias interessantes”, explicou.

Os mineiros, que ficaram soterrados por 69 dias, foram resgatados essa semana. Mais de 1.500 jornalistas do mundo cobriram a operação.

As informações são do IG.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Campanha eleitoral em 1950.

A capa da revista Careta completa 60 anos, atual como poucas. Reparem a data no canto superior esquerdo da imagem abaixo: 21 de Outubro de 1950. 
Não fossem as siglas de partidos extintos, mal saberíamos que a charge é tão antiga. É triste constatar que nada mudou.


terça-feira, 5 de outubro de 2010

Conquista do Supercase


Acabo de conquistar mais uma vitória como profissional de comunicação: Supercase, no IGEC - Instituto de Gestão e Comunicação, parceiro da Pós Graduação FACHA (Faculdades Integradas Helio Alonso).  O desafio foi criar estratégias de comunicação de uma franquia da Imaginarium, no Centro do Rio de Janeiro. As metas são aumento de visibilidade e incremento em vendas na casa de 20%.

O Supercase® , segundo seus criadores,
(...) é um exemplo vivo da integração Mercado/Sala de Aula. Uma empresa atuante no Brasil traz um desafio aos alunos-consultores, que disputam a melhor proposta para solucionar o caso. Mas o estudo de caso é real, tanto que empresas como Embelleze, Roma Móbile e Mundo do Marketing já puderam colocar em prática algumas soluções propostas pelos alunos-consultores.
 
Segue a notícia publicada no Blog do Igec do sobre a vitória da equipe no Supercase da quinta turma de Gestão Estratéfica de Comunicação. 

Aos vencedores do Supercase de COM5, os presentes da Imaginarium

Natalia de Azevedo, Raphael Gonçalves, Sidonio Santos e Tatiana de Queiroz formam a equipe que faturou o Supercase de COM5. A equipe criou a campanha “Presente no Centro”, uma alusão à Imaginarium localizada na Rua da Assembléia, 10, Centro, numa galeria subterrânea de pouca visibilidade e à possibilidade de comprar um presente sem precisar deslocar-se à shoppings longe do local de trabalho.

As soluções integraram mídia tradicional com presença online, criando a comunidade virtual, a “Presente no Centro” e prometem aumentar substancialmente a visibildade e a fidelidade da loja Imaginarium da Assembleia 10.

Nas palavras de Flávio Cardoso, franqueado da Imaginarium Centro, “O trabalho foi bem exposto tanto na questão estética quanto no entendimento do conceito e de nossas necessidades. A equipe captou bem o espírito da visibilidade desejada e criou um trabalho com grandes chances de perenidade, “Presente no Centro” é uma idéia genial!”

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vôo 1907: quatro anos de impunidade.


Uma pergunta que ecoa na mente de todos os brasileiros há quatro anos: e se fosse o contrário? E se dois pílotos brasileiros derrubassem um vôo comercial, em território aéreo americano, vitimando 154 cidadãos daquele país?

Pois bem! Tomei conhecimento da campanha 190 Milhões de Vítimas e resolvi aderir e divulgar. Convido aos amigos e amigas leitores ou eventuais passantes: ajudem o Brasil e fazer justiça e a exigir a punição devida aos envolvidos nesta tragédia, que é a segunda maior da aviação no Brasil1. 

O banner da campanha vai continuar aqui no blog. Participe e divulgue você também!