quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Música visceral: Lenine e sua organização confusa.


(Re)Pensando nos meus gostos musicais, dia desses, num dos meus raros momentos de pernas pro ar, descobri que não contruí ídolos. (Viva!)

Não formei unanimidades musicais no meu gosto pessoal. Gosto de muita coisa, de muitos artistas, mas sempre fui muito crítico. Até com que gosto.

Junto desta visão, por muitas vezes tida como inconstância ou mania de ser do contra, fui construindo mais a admiração pela obra do que pelo artista.


Assim, aprendi a amar "Codinome beija flor" sem precisar ser fã de Cazuza ou a reconhecer a técnica vocal de Daniela Mercury cantando MPB, sem topar um passo de axé que seja de sua carreira na música bahiana. E por estes exemplos, seguiriam outros tantos...

Mas o papo hoje é Lenine! E sem muita explicação: simplesmente pela organização confusa de seus escritos e sonoridades traduzirem muito minha personalidade. Tenho passado bons momentos ao som de "Martelo bigorna" e "Hoje eu quero sair só". Com Lenine, a pergunta nunca termina, mesmo após encontrada a resposta: "O que é bonito"?

A beleza da obra de Lenine, parece-me, está no questionamento, na procura pela resposta, e não no encontro dela em si. "Eu não quero a gravação, eu quero o grito".





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