terça-feira, 19 de outubro de 2010

Corrida de gato e rato ainda está em uso pela Polícia Civil no Rio de Janeiro.


Presenciei uma cena que denuncia a arcaica metodologia de ação policial, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta terça-feira.

Estava na Avenida Presidente Vargas, bem em frente à Central do Brasil. No ponto de ônibus, um ato corriqueiro naquele local, infelizmente, volta a acontecer: dois pivetes assaltaram uma mulher que aguardava a condução e fogiram entre os carros.

Não percebi de onde surgiram, mas segundos depois, na mesma via, dois policiais civis, uns tantos quilos acima do peso, corriamm atrás dos bandidos. Em vão, empunhavam armas, batendo contra o corpo seus distintivos preso aos cordões, baforando de cansaço. 
 
É cotidiano! Todos que por ali passam diariamente sabem quem são os assaltantes daquele ponto. A polícia ainda não aprendeu a agir com estratégia. É difícil acabar com os ratos usando gatos gordos que não dão conta da corrida. Houvesse uma equipe bem espalhada, um cerco bem montado, prisões aos montes aconteceriam. 

Todo o dia é a mesma coisa, nos mesmos horários. Sopra-se a poeira para garantir a limpeza da mobília, mas ela logo volta. Alguém pensou em descobrir de onde vem a sugeira e evitar que ela cresça? 

O resultado da ação policital estabanada, e não planejada, foi o que todos presumiam: a fuga dos assantantes, o pânico dos pedestres e motoristas de uma via super movimentada da cidade e o visível despreparo dos agentes que, a mim pelo menos, deixaram a sensação de que estavam à beira de um ataque cardíaco.

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