sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Rio de Janeiro: contra quem lutamos?


"Pois não é contra homens de carne e sangue que temos que lutar, mas (...) contra os príncipes deste mundo tenebroso"...

Ao receber a imagem em anexo em um e-mail satirizando a tomada do Morro dos Macacos pelas polícia, este versículo (Efésios 6, 12) me veio imediatamente à cabeça... Após algumas risadas, claro. Perdoem-me.

Em meio ao calor do momento de violência e resistência armada sem precedentes em que vivemos na cidade maravilhosa, algo me fez pensar em quem realmente são inimigos finais da sociedade. Os soldados do tráfico, a molecada que fica na reta da bala, que mata e rouba pelo vício e pelo sustento de seus bancos?

Tem muito mais coisa aí. O Estado mesmo pode ser visto como inimigo de si mesmo, ao abandonar esta população à própria sorte, à margem do que é social e integrante. Recebe de volta, em forma de crime, o resultado do abandono e da omissão com seus filhos.

Oxalá tenhamos de agora em diante um Estado forte que se faça presente nos recantos da nossa sociedade antes que os "príncipes deste mundo". Que aprenda a tomar conta dos nossos meninos e meninas antes da droga, do vício e da prostituição ou do roubo.

São eles, os "príncipes deste mundo tenebroso", que nos cercam, nos aprisionam e nos espreitam. A nós cabe vigiar e agir. Afinal, um príncipe, por hierarquia, tende a assumir o reinado. Vamos permitir isto ou mudar este regime?

O Governador do Estado do Rio de Janeiro inaugurou no último dia 30 de novembro a 13ª UPP - Unidade de Polícia Pacificadora na cidade do Rio de Janeiro, no Morro dos Macacos. Encravado no coração do bairro de Vila Isabel, a conquista deste ponto tem "sabor especial", segundo coronel da Polícia Militar, Robson Rodrigues, comandante das UPPs, pois foi onde dois policiais morreram após o helicóptero em que estavam ter sido derrubado durante uma troca de tiros, em outubro de 2009.

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