quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Política: o direito de resposta está além das redes sociais.

Sinto informar, mas, infelizmente, urna eletrônica não é interligada ao Facebook e nem tem aplicativo para fazer com que as opiniões ali expressadas se reflitam em mudança do quadro político nas esferas municipal, estadual ou nacional, em qualquer que seja o poder.

Por isto mesmo CORDEIRENSES, transformem a revolta com o gasto de quase 400 mil reais na reforma de praça em um movimento social cada vez mais sério, crítico, politizado e FORA das redes sociais também!

Reclamações no Facebook são importantes, provocam o debate - que deve ser embasado e saudável -, mas é nas urnas e nas ruas que se corrige - ou tenta corrigir - isto. Que continuem as críticas e os debates, que, sinceramente, deveriam tomar mais espaço nos murais do que assuntos tolos e imagens engraçadas (?) ou comoventes (???) de fetos abortados ou animais maltratados.

Porém, vamos fazer uso deste momento de catarse e direcionar as ideias. Exerçamos o direito particular de opinar, de concordar ou discordar e o coletivo de nos organizarmos e darmos uma resposta.  E esta começa em qualquer lugar, virtual ou não, porém só pode ser concretizada em mudança com o VOTO consciente e com o monitoramento das ações políticas dos governantes que elegemos.

Que a discussão não se perca e o mal uso do nosso dinheiro não seja esquecido ou trocado por shows badalados na Exposição Agropecuária, evento que normalmente ganha um "plus" em ano de eleição, assim como ruas de acesso ao bairro Lavrinhas, que recebem asfaltos que duram menos do que as promessas feitas em comícios. 
Verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Município: quase 400 mil reais
gastos em uma reforma de praça em Cordeiro, município da região Centro Norte Fluminense.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Existe comunicação além dos balões...

Designer que é designer cria logos para a área de comunicação que não usem balões de diálogo, antenas, amplificadores, ondas de transmissão, megafones ou coisas do gênero!

E profissional comunicador da área passa um briefing decente ao ponto de não inspirar estas mesmices nos pobres criativos.

Está foi apenas uma divagação que me ocorreu ao conhecer mais um novíssimo site - e bem útil, diga-se de passagem -, da área de comunicação.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Debaixo do bigode do Sarney, a aprovação da PEC dos Jornalistas

Por um folgado placar (65 x 7) foi finalmente aprovada a hoje, no Senado, a PEC 33/09, de autoria do Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que estava há três semanas na pauta de votação da Casa. Desde 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF)  havia derrubado a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Coisa do cão do Gilmar Mendes, que deve estar revirando os olhos neste momento. 


Entre os que votaram “Não” à PEC, estão os senadores Fernando Collor de Melo (PTB), Aloísio Nunes (PSDB), Demóstenes Torres (DEM), Kátia Abreu (PSD) e Renan Calheiros (PMDB). Alguma surpresa com este elenco?


Cumprindo formalidades, a Proposta precisa passar por uma segunda votação, mas o resultado esperado é que o placar não se altere e, caso ocorra, continue com a aprovação. 


Mamãe já vai poder voltar a falar que o filho dela tem profissão de ensino superior e tirar onda com as amigas: 


-"Meu filho é jornalista, sabe". 

- "É mesmo"? - interpela uma amiga. 

- "É, agora posso falar, né? O Diploma dele validou debaixo do bigode do Sarney". 

- "Ué, diploma... Que 'mané' diploma"? A vizinha que vinha passando vai logo se metendo na história.

- "De Jornalismo, oras"! - responde, sem paciência, mamãe.

-"Ih, menina, o meu também é jornalista. 'Cabô' de ser formar". 

-"É, mas ele não é novo demais para já ter acabado a faculdade"? - diria, enfurecida, mamãe.


- "Que faculdade, formou no secundário. Já tem até emprego num jornal".
  

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sobre o "sangue novo" da política

No começo, é tudo lindo. Um cara jovem, promissor, interessado em política e atuante. Aí, esse mesmo cidadão começa a "politicar", ganha nome e, eleito, passa a ter mais convívio com os porcos. 

Ele pode não comer da mesma lavagem, mas, de tão perto que anda, acaba, no mínimo, saindo com o cheiro do chiqueiro! Não vejo salvação. Já vi outros tantos aí, tidos como "promessas políticas" ou "renovação" se transformarem em mais do mesmo... Lamentável!

Semelhança: a política aproxima os pares,
contamina e transfigura os que subestimam
seu poder de contaminação.

Feliz ano velho: tecnologia, dependência e despesas.


Lidando com computadores aprendi que "quem tem um não tem nenhum e quem tem dois tem um". Algo como 1=0 e 2=1. Conta fácil.

Experimentei isso às vésperas de entregar minha monografia, quanto o computador que eu tinha na época deu um daqueles surtos que só acontece quando a gente mais depende do equipamento, no melhor estilo "broxada virtual". Tratei de cuidar para que não ficasse mais sem ter um Plano B, ou seja, ter um terminal de reserva. Passei a ter dois computadores. 

O tempo passou e, pronto para adentar o mês de dezembro, concluí: o ano novo trará despesas de atualização tecnológica. Meu PC, que até outro dia era novo, já está obsoleto e não compensa upgrade. Meu notebook, após anos de muito uso e ótimos serviços prestados, resolveu que vai se aposentar.

Tanta coisa na mente... Da obsolescência programada até pirações sobre nossa dependência tecnológica... Prenúncio de despesas.

Feliz ano novo... Infelizes computadores velhos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Deixa chover...

Eu confesso que também não gosto de dias muito chuvosos. Mas reconheço que no clima, como na vida, há tempo para tudo. Há dias ensolarados que são deliciosos e dias de chuva que tornam as coisas mais aconchegantes.

Também acho que dias úteis debaixo da garoa (ou da tempestade) tornam-se caóticos. Por vezes, viram dias inúteis mesmo. Mas, se não temos como vencê-los, o que nos resta senão aceitar e levar em frente?

Pior que os dias corridos e atrapalhados pela chuva são as pessoas que só fazem reclamar disso. Os mesmos que hoje execraram a segunda-feira cinzenta e chuvosa outro dia reclamavam que o calor era escaldante. 

Pena que o mundo não tenha mais (tantos) lugares de clima temperado ou ameno. Mas, se tivesse, não agradaria tais pessoas: faltaria algo. Mudariam o foco fo "mi-mi-mi".

Boas ideias e inspirações devem nascer a qualquer tempo. Em qualquer lugar...


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ana Maria Braga e Paulo Coelho: "menos você"

Dia 25 de novembro. Sexta-feira. Acordar, agradecer a Deus pela graça de acordar vivo, tomar um bom banho e começar o dia pelas rotinas de sempre. Liguei a TVpara me entreter enquanto engolia o café matinal. Deparei-me com a "mãe" do Louro José anunciando que o dia seria dedicado exclusivamente a exibir sua "entrevista" com o "mago" Paulo Coelho.

Não deveria, mas foi impossível me conter! Precisava saber o que era tão magnífico que mereceu um programa "todinho" sobre o "bruxo". Não troquei de canal e resolvi ver onde tudo aquilo ia parar.

Adivinha?

Do tanto de trivialidades entre comadres que se via e ouvia ali, o que ficou - pelo menos para mim - foi que, se de um lado, a apresentadora "pagava pau", do outro, o famoso criador de best-sellers falava em cima e tentava cortar sua interlocutora.

Ele, nitidamente tomado por constrangimento, que tentava disfarçar (pessimamente) de lisonja, foi ficando corado diante de tanta bajulação. E a "entrevistadora", emendava, no melhor estilo Jô Soares: fala que eu te corto!

Em resumo: claro que após a "reclusão" de dois anos sem aparecer em público ou dar entrevista, seria para uma vaselina, que o autor mesmo declarou como amiga pessoal, falaria. Não seria para um entrevistador de verdade, para um jornalista com dúvidas, críticas e interesses em informação, com pauta estudada e lição de casa bem feita. Existe tal ser, aliás?

Considerações finais:


1º) Marketing: tem gente que faz tão bem que quem consome suas ideias nem percebe.
2º) Eu pensava que a Dilma Rousseff fazendo omelete no Mais Você era o pior que a Globo poderia me proporcionar.
2º) Devolvam-nos o Louro José. Ele é muito mais interessante do que o momento "sou comadre de um mago" da Pe Lanza, ops, Ana Maria Braga.

E depois o Sidonio é que é rabugento!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E as novidades do Facebook, heim?

Se eu já tenho um mural, diga-se de passagem, para lá de fofoqueiro, por que raios o Zuckerberg e sua trupe acharam que eu precisava de mais uma barra para saber o que o povo anda fazendo no Facebook?

De que adiantou eu perder tempo ocultando históricos, desfazendo assinaturas, bloqueando joguinhos e pessoas que adoram campanha das "setinhas", em resumo, saneando minha página na rede social, se, agora, surge essa barra maldita que não deixa ninguém em paz?

Rolando incessantemente, as "indispensáveis" ações dos contatos atraem nossos olhos, estrategicamente alocadas na periferia do campo de visão.

Redundante, metida a besta e briguenta, ela não quer sair de jeito nenhum. Usa de seus recursos como a "força" e o nosso desconhecimento a respeito de sua real condição para nos vencer.

Isso mais p
arece a robô clone daquela novela... Então, por favor, me respondam:

Como se desliga essa "Naomi" do Facebook, heim!?

Ao fundo, usuários assustados:
ninguém esperava pela surpresa enfadonha.

Se beber, não dirija. Se copiar, cite a fonte.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Registro

Quando eu muito escrevo 
é por precisar gritar 
para dentro 
de mim 
mesmo

Dez





Faz dez dias que não te vejo

E no constante passar do desejo,

Clamo ao tempo, tento,

Busco e chamo saudade, relento!


Faz dez horas que não te ouço

Que não tem teu som, teu tom

Teus acordes, teu nome, tua fonética,

Tua melodia de claro e marrom...


Faz dez minutos que não te lembro

E não lembrar-te me lembra a saudade...

Desejo tê-la, na loucura das horas,

No mais movimentado, desacampado ou cidade...


Faz dez destinos que não te encontro

Em dias que passam passando,

Não os conto! Se contá-los perde-se o encanto...

Canto! Faz dez destinos e ainda amo!


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

a+ Medicina Diagnóstica: "Para não dizer que não falei de flores"...

Achei super bem cuidado o lançamento da a+ Medicina Diagnóstica na televisão. Comunicação decente, bem pensada e, certamente, bem planejada. Gostei da temática, das cores, da marca e da abordagem suave, se assim posso classificar.

Porém, nunca havia me candidatado a experimentar o serviço pelo simples fato de que, há seis anos, faço meus exames no Laboratório Sérgio Franco, que mantém um histórico gráfico dos índices e facilita minha vida, concetrando tudo num só lugar. Até que...

Bom, precisei fazer um exame de imagem e a data disponível no local de costume era muito aquém da necessidade. Busquei opções e, para minha surpresa, havia disponibilidade no a+ na mesma semana. Marquei! E me impressionei!

O que era antes o Laboratório Maiolino, agora parte de uma rede sobre a chancela do Grupo Fleury, não se apresenta com mais do que precisa. Tem um ambiente bem cuidado, mas não tenta se vender como um centro de tecnologia com cores e mobiliário que lhe confiram uma cara hi tech. E tem muita gente por aí que acha que com este tipo de decoração vai fundamentar suas marcas... Só que não é bem por aí

Simples e funcional. É a impressão geral da nova marca para mim. São 94 endereços distribuídos em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia e Pernambuco.A marca erra? Sim! Tem muito a corrigir, aliás. Detalhes mínimos que expõe seu conceito à dúvida e causam demora na conquista da confiança. Entre os que merecem ser citados, esperei 50 minutos a mais do que o que estava agendado. Mas... A simpatia da médica que me atendeu para o exame foi tamanha que tudo se dissipou ali: a impaciência, a correria, o desgaste.

Ultimamente tenho reclamado bastante aqui no blog. Mas o Outras Palavras está aqui para isso mesmo: minha indignação com certas coisas pode ajudar o outro a encontrar um caminho, a discordar, a pensar... Mas também uso o espaço para destacar aquilo que vejo como promissor.

No caso do laboratório, que é um serviço que não usamos todo dia, logo, cai no esquecimento, é priomordial que o atendimento prestado cause satisfação tamanha que nos provoque sempre a lembrança e fixe na mente do consumidor e / ou paciente sua marca. É o que chamamos de "patrimônio intangível" da marca.

Na minha opinião pessoal, por hoje, daria uma nota 8,5 para a empresa. É um começo da história - ao menos da nova marca, que agrega as antigas bandeiras do Grupo Fleury - e ainda tem muito o que evoluir. Ao menos, por enquanto, mostra interesse em chagar lá. E tem meu voto de confiança.


Destaques:

a+ Medicina Diagnóstica - Unidade Del Castilho
Avenida Dom Hélder Câmara, 5.555
http://www.amaissaude.com.br/

Positivos: no campo da comunicação e relacionamento: o site é bem moderno, com letras de ótimo tamanho e facilidade de localização com campos de busca acessíveis e usuais. A revista da a+, "saúde+lazer", disponível para os clientes é pequena, no tamanho certo e com dicas legais e amenas, para ajudar a passar o tempo. Os textos curtos e a linguagem de web facilitar o manuseio e a assimilação da leitura.
Na questão do atendimento, funcionários sorridentes e bem treinads, uniformes que não remetem à hospital ou doença, padronizado do modelo moderno aos sapatênis, com a logomarca bordada.
A limpeza do local estava em dia, mas nada que não fosse obrigação.

Negativos: sala de espera pequena, demora na chamada para o exame após o pré-atendimento (que ainda assim ocorreu na hora correta). Detalhe: bebedouro saindo um fio d´água, fazendo com que se formasse fila tamanha a demora para encher um copo. Reclamação geral e ponto perdido: no mínimo aumenta o estresse de quem espera e denota que algum problema com filtro ocorreu, o que foi confirmado com uma funcionária, que confirmou que o novo estava no local aguardando que o técnico instalasse.

a+: não é um suprasssumo do ramo, mas tem potencial
para se tornar uma das principais lembranças
 dos pacientes nas cidades em que atua.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Considerações sobre o Horário de Verão

Podem me chamar de egoísta. Podem me chamar de "reclamão". Só não podem me proibir de detestar o maldito Horário de Verão. (A rima foi acidental, juro!)

Neste período, eu durmo no horário antigo e acordo no horário novo. Lá se vão duas horas de sono. A que perco dormindo mais tarde e a que me tiram acordando mais cedo. A fome para conseguir almoçar só vem quando o alarme no celular toca... Mas para lembrar que, para seguir minha dieta e manter a alimentação a cada três horas, deveria estar comendo uma fruta ou barra de cereal. E minha endocrinologista já viu o prejuízo no histórico da minha ficha. A coisa está desandando...

Passo quatro meses  lutando para me adaptar. Talvez "a-mas-se" o HV se fosse eu um feliz morador da orla carioca, fluminense ou até brasileira, dos estados "beneficiados" com a "dádiva" de uma hora a mais de praia. Mas não sou. Eu sou mais um no meio da maioria que vive longe da areia branquinha e dos mergulhos de final de tarde após o trabalho. Inveja? Bá...

O fato é que, neste caso, a minoria vence o jogo! Nos quatro meses, aproximadamente, em que vivemos adiantados em uma hora, a minoria que idolatra o Horário de Verão não é a face da exclusão. Não é uma minoria que apanha de fortões, que atura intolerância ou sofre preconceito racial, homofóbico ou de classe. É uma minoria feliz. Vá lá que a existência do HV sequer considera fatores como "a quantos agradamos" ou  "a quem vamos desagradar. Cagam e andam para isto, com o perdão da expressão.

A economia anunciada, sinceramente, não me convence. Eu acho que os cento e poucos milhões que se deixa de gastar não compram meu sossego, não pagam os prejuízos à minha saúde e não podem ser considerados assim, isoladamente. 

Alguém já levantou em dados estatísticos a quantidade de cidadãos que, como eu, sofre fisicamente com as mudanças de horário? Ao considerar economia com a geração e distribuição de energia, o tecnicismo toma conta das preocupações governamentais, mas falta avaliar os impactos na economia no que tange ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou no meu bolso, se for o caso. Meus gastos não continuam os mesmos. Eles aumentam e MUITO, principalmente no item ENERGIA ELÉTRICA... Coincidência...

Acho que o país vive de fuga: o horário de verão institucionalizou-se, definitivamente, em 2008 e, com ele, jogamos para debaixo do tapete nossa dificuldade em avançar nas questões do abastecimento. Sofremos individualmente todos os anos sobre o pretexto de economizar na provável necessidade de construção de usinas. Na boa? Se tem que construir, construam! Há dinheiro vazando pelos ralos fétidos de Brasília e bolsos, cuecas, meias e demais itens de vestuário capazes de comportar gordas propinas pagas em 'cash'. 

Tem mais no que se economizar do que destruindo minha saúde e me transformando num zumbi sonolento. 

Agora, é sofrer e esperar o Carnaval acabar... Mas esta é história para outro bate-papo..

Horário de Verão: é mais ou menos por aí mesmo...

sábado, 15 de outubro de 2011

TV Record no Pan 2011

Da transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadajara 2011, na Tv Record, fico com a impressão de que não era a hora desta emissora assumir um evento de tamanho porte. Pelo menos com o que pude ver até o momento...

O constrangimento do apresentador que anuncia a matéria ou o break e o editor não corta, não entra a vinheta, matéria nem comercial causa um sentimento que na internet chamam de  "vergonha alheia". É parecido com estar vendo um filme inocente na sala de casa, com uma tia idosa por perto e, ao zapear, cair em um canal onde está passando uma tremenda cena de sexo tórrido. É de corar as bochechas do mais descolado dos cidadãos. 

O "vácuo" da Record não é uma excessão, mas regra. A pobre da Mylena Ciribelli já tem os dentes mais vistos do Pan, de tanto que fica ali congelada, sorrindo sem graça, esperando sair do ar! Ela, coitada, nem pode se considerar perseguida. Vi o caso se repetir com outros profissionais na mesma transmissão.

Não torço contra, registre-se. Espero realmente que a TV do Bispo Macedo se corrija a tempo e faça uma transmissão melhor. Afinal, só eles estão televisionando o evento, feito este tão comemorado que beirou o ridículo. 

Espero, ainda, que a direção da emissora também deixe de crer que padrão de qualidade de transmissão é o da Rede Globo. E olha que não falo de uma postura velada dos "cartolas" da Universal não. É situação pública, assumida e amplamente divulgada na mídia: dizem que para serem os primeiros precisam copiar quem ocupa o posto atualmente. Que dó!

Senhores "Bispos", fica um apelo: não se pautem pela premissa (errada!) de que o Brasil precisa ver atletas participando de jogos de tabuleiro gigantes, de passeios "radicais" ou de debates a la Tiago Leifert, entre outras besteiras criadas para preencher tempo e idiotizar a massa. Deixem isto para a grade de entretenimento. Não precisávamos nem do original Tiago original, quem dirá de cópias do personagem ou de seu comportamento.

Jornalismo, por favor, cubra entretenimento, mas não se resuma a produzi-lo ou fazê-lo. Não é sua função ser promoter que mais faz festa do que veicula fatos que importam. Trate de esporte com "pegada descontraída", como pregam por aí, importando ideias "do estrangeiro", mas não desvirtue seu objetivo: informar. Pedir  apuração, qualidade e idoneidade é desnecessário, afinal, é obrigação.

À Record, um apelo de mais atenção ao que não é acessório, mas está sendo tratado como tal. Ter bons equipamentos e ostentá-los só aumentou a responsabilidade. Se os possuem, façam bom uso e nos entreguem produtos que valham a pena serem vistos. Afinal, só com uniformes bacanas e padronizados e apresentadoras bonitas e de cabelos alisados ao grau da perfeição não se faz uma boa transmissão.

Se serve de consolo, a chatice do Pan-Ameiricano na TV Record não me faz ter a menor saudade da Globo e sua cobertura presa aos achismos do onisciente, onipresente, onipotente e "onichatíssimo" Galvão Bueno.

Está difícil, Brasil. E as operadoras de TV por assinatura agradecem.
 "Aqui são feitos programas de pr..."
Olha o cuidado básico passando ao lado.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Funcionais, mas limitados



Se já teve a tentação de dizê-lo tente mudar de atitude. Não diga que você é um nada e um zero à esquerda, porque isso parece, mas está longe de ser humildade. A maioria dos crentes afirma que Deus tirou o universo do nada, mas depois disso não manda ninguém de volta ao nada, nem fabrica o nada. Ele tira do não ser e nunca mais devolve ao não ser. Também não cria zeros à esquerda. Deus nos dá identidade.

Como Ele é quem é, nós também somos quem somos. Nunca fomos nem nunca seremos um outro. Comparados ao ser de Deus a dimensão do nosso ser é incomensuravelmente menor, mas o fato é que somos…

No nosso caso, não nos tirou do zero absoluto, porque somos resultado concreto de pai e mãe em ato de entrega. A maioria de nós é! Um ou ouro foi depositado num útero, mas a imensa maioria nasceu de um diálogo de corpos e de almas. E é bom lembrar que os nascidos sem afeto, milhões deles, acabam amando mais do que seus pais se amaram. Conhecem e superam a dor de não pertencer!

Somos vidas à procura de chances. Nem sempre as teremos, nem sempre as alcançamos, mas é bom saber que somos funcionais. Nascemos por alguma razão e vivemos por esta razão. E acabamos achando outras razões para viver. Diferente do parafuso que, fixo, ali onde o puseram, segura o quadro e não tem querer algum, nós achamos outros espaços onde possamos ser quem somos e até um pouco mais do que éramos. Nos movemos e somos! Movemo-nos porque somos quem somos.

Não diga, porém, que quer tudo da vida, porque estará querendo o impossível. Ninguém pode lhe dar tudo, nem Deus. Ele até poderia, mas não o faz porque você não seria capaz desse tudo. É o que na Bíblia se lê que Ele disse a Moisés. Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viver. (Êx 33, 20) A dimensão de Deus arrastaria quem o visse. Continuar aqui perderia o sentido depois alguém tê-lo visto como Ele é.

Paulo toca levemente no assunto, quando disse que chegou perto e foi o suficiente para dizer que, por ele, gostaria de ter ficado por lá. Não viu Deus nem o céu, nem entendeu a experiência, mas foi luz suficiente para ele perceber que estava além do aqui-agora. (2 Cor 12,2-3) Foi ascese maior do que ele poderia suportar.

Há coisas que não suportamos, tão grandiosas elas são. Então é melhor não querer tudo. Não queira chegar perto do Sol nem viver na lua. Você não está preparado para isso. Não queira riqueza nem fama, nem prazer, nem sucesso demais.

Por menos que admita, você não está preparado. Ninguém está! Poucos famosos conseguem ser quem são. Grande número exerce um papel do qual depende para continuar na crista da onda. Muita gente morreu por conta disso. Não deseje “tudo de bom” para os seus filhos porque é impossível. Deseje “o melhor possível” porque isso eles aguentarão.

Não ensine ganância, liberdade total, não caia nessa filosofia de não se reprimir. Aprenda com o riacho a se reprimir e a canalizar-se, se quiser produzir água potável, luz e energia. Quem é livre demais acaba danoso e inútil. Quem se canaliza faz muito mais pelos outros. Controle-se e será como o avião que voa, o barco que singra, o carro que corre porque seus motores são controlados. Aprenda a acelerar e a frear no tempo certo, no lugar certo e do jeito certo e chegará.

Se cair na conversa bonita mas insuficiente dos que dizem que tudo é possível para uma pessoa, acabará no divã de um psiquiatra. Jesus diz que para Deus tudo é possível (MT 19,26), mas ele fez uma prece pedindo que o Pai afastasse o cálice da dor e o cálice não foi afastado. Logo a seguir, ele orou entregando-se e aceitando a vontade do Pai!

É um mistério que nunca saberemos explicar. A moça que percebeu que morreria porque o câncer a invadira a ponto de metástase primeiro orou, pedindo a cura. Vendo que não vinha, pediu paz. Finalmente pediu o perdão e a graça de morrer bem e merecer um lugar no céu.

O que houve entre ela e Deus, Deus viu, Deus sabe. Os parentes viram uma pessoa morrer de morte santa com o sorriso dolorido, mas lindo como sempre.

Pe. José Fernandes de Oliveira - (Pe. Zezinho, scj)Escritor, compositor e cantor,pertencente à Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos)

Fonte: Portal UM

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Terremoto

Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece...
Mas,

Em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto!

Mário Quintana

Tem dias em que só a poesia pode falar por nós.

domingo, 18 de setembro de 2011

Do it


Disseram para não sermos prolixos e
Depois para não obedecer regras.
“Seja obedientes” ou

“Seja você mesmo”.

Dizem... Disseram... Dirão...

Que falar muito é mal,
Mas a quem fala pouco rotulam: 

“Timidez”!
E dizem:

“Solte-se”, “Relaxe” e “Viva”.

Fui à média.
Falei menos. 
Disseram:
“Está doente”?

“Fale” e “Cale”,
“Menos” e “Mais”...
Mas Nunca se ouve:
“Eis a medida certa”.


Que agradar a todos é impossível,
Mas a quem resolveu

Não tentar disseram:
“Seja mais diplomático”.


Dizem... Disseram... Dirão...

“Seja você mesmo”
Mas nunca se conformam

Com o que somos e
Com o "ser mesmo" de cada um.

sábado, 13 de agosto de 2011

Fisioterapeuta que hasteou a bandeira do Brasil na abertura dos Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, é a primeira indígena a integrar as Forças Armadas no país.

Reportagem especial para o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 2ª Região (Crefito-2).  O texto foi veiculado no site da Autarquia Federal e enviado aos profissionais e demais contatos em boletim eletrônico. Entrevista / Texto: Sidonio Macedo
Sílvia Nobre Waiãpi hateando a bandeira nacional. (Reprodução da TV)

Sílvia Nobre Waiãpi é fisioterapeuta e militar. Também formada em Artes, cursa atualmente a Pós-Graduação em Gênero e Sexualidade pelo Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (IMS/UERJ) e em Saúde Pública na Universidade Federal Fluminense (UFF). No último dia 16 de julho, ela teve a honra de hastear o pavilhão nacional na abertura dos 5º Jogos Mundiais Militares, maior evento esportivo militar já sediado no país, com cerca seis mil atletas e dois mil delegados de mais de 100 países. Vinte modalidades esportivas foram disputadas.

Mais de 30 mil pessoas presenciaram, ao vivo, durante a cerimônia de abertura do evento, realizada no Estádio João Havelange, o Engenhão, no subúrbio carioca, o momento em que Sílvia elevou a bandeira com as cores do Brasil. Entre as várias autoridades civis e militares presentes, a Presidente Dilma Rousseff fez um breve discurso e saudou aos atletas: “Declaro aberta a quinta edição dos Jogos Mundiais Militares do Conselho Internacional do Esporte Militar. Desejo boa sorte a todos”,

A história desta fisioterapeuta é marcada por muitas lutas e dificuldades superadas. Primeira mulher militar das Forças Armadas de sangue indígena do país, segundo informação do Instituto Indígena Brasileiro para Propriedade Intelectual (INBRAPI), Sílvia Nobre nasceu na aldeia Waiãpi, localizada no Parque Indígena do Tumucumaque, no estado do Amapá.

Aos quatro anos, enquanto brincava, caiu sobre um pedaço de madeira que perfurou seu abdômen e provocou uma grave infecção. Foi levada à capital do estado, Macapá, para internação por causa das complicações decorrentes deste acidente. Uma das sequelas sofridas foi a perda parcial do movimento da perna direita, que foi reabilitada com fisioterapia durante o longo período de recuperação em que permaneceu no hospital.

Seu nome indígena é Kayne, que significa “forte”. Ela relata como se deu a mudança: “Fui batizada com o nome ‘Sílvia’ após o acidente que me levou ao hospital, aos quatro anos. Para me internar foi exigido um documento oficial. Naquela época, anterior à Constituição de 1988, era obrigatório que os índios recebessem nomes aportuguesados, pois a nomenclatura indígena era considerada estrangeirismo. Não podíamos ter um nome considerado ‘pagão’. Somente após a promulgação da Carta Magna, no final dos anos 80, os indígenas brasileiros passaram a ter o direito a ter registros civis com nomes em sua língua nativa, respeitando a cultura e a identidade de cada etnia”.

Sílvia foi mãe aos treze anos, o que é normal na sua cultura. Deixou a tribo e chegou ao Rio de Janeiro, sozinha, aos quatorze anos de idade. Foi moradora de rua e contou com o auxílio de artistas para cursar sua primeira graduação, em Artes. “Vim sozinha. Não conhecia ninguém e dormi nas ruas. Eu tinha uma pedra, que acreditava que era sagrada, e a vendi para ter dinheiro para comprar comida”.

A oportunidade de estudar fisioterapia veio quando, já formada em Artes, passou a praticar atletismo, se apaixonou pelo esporte e virou atleta. Nesta época recebeu uma bolsa de estudos integral para cursar qualquer cadeira que escolhesse. A decisão profissional se deu de forma consciente. Na sua opção por tornar-se fisioterapeuta, pesaram tanto a questão da prática esportiva quanto a da reabilitação, remontando ao acidente sofrido na infância. Ela comenta: “Fazer fisioterapia significava não precisar mais sacrificar nossas crianças”.

Foi também por meio do esporte que ela teve o primeiro contato com os militares. Especializada em Fisioterapia Esportiva, Sílvia Nobre trabalhou por mais de seis anos na área. Atuou junto ao Corpo de Fuzileiros Naval da Marinha, com os corredores do Comando Geral no Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, na Penha. Este contato despertou seu interesse pela carreira militar.

A indígena prestou concursos para a área de fisioterapia em 2009 e foi reprovada. Persistente, tentou novamente no ano seguinte e foi aprovada tanto no processo seletivo da Marinha quanto no do Exército, concorrendo com aproximadamente cinco mil candidatos. Optou por ingressar no Exército, onde passou por uma difícil seleção, que contava com prova oral, análise de títulos e currículo, além do teste físico. Cumpriu a primeira fase do curso preparatório, que durou trinta dias, no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva - CPOR/RJ, em Bonsucesso, bairro carioca da Zona da Leopoldina.

Em três de fevereiro deste ano, Sílvia Nobre formou-se Aspirante a Oficial do Exército. Na formatura de encerramento do Estágio de Serviço Técnico (EST), estiveram presentes autoridades civis e militares além dos familiares dos aspirantes. Os filhos de Sílvia Nobre prestigiaram a conquista da mãe, que recebeu a espada, símbolo de honra do Oficial Militar. O evento contou ainda com a presença de Eliane Potiguara, Embaixadora da Paz (Genebra), membro da diretoria do Instituto Indígena Brasileiro para a Propriedade Intelectual (INBRAPI) e presidente da Rede GRUMIN de Mulheres indígenas, da qual a fisioterapeuta e militar é conselheira.

Após a formatura, a já Aspirante a Oficial deu início à segunda fase do estágio no Hospital Central do Exército (HCE), no bairro de Benfica, onde está servindo atualmente. Em agosto, com a conclusão desta etapa, será promovida ao primeiro posto de Oficial, como 2º Tenente. "No HCE somos generalistas, mas a área de fisioterapia respiratória em terapia intensiva, em que atuo, é a que possui maior carência de profissionais”, esclarece a fisioterapeuta sobre seu trabalho na unidade militar de saúde.

Sílvia Nobre Waiãpi é mãe de três filhos. A mais velha, Ydrish Tanzkaya, nome que significa “flor nascida da terra”, tem 22 anos e nasceu quando Sílvia ainda vivia na tribo. Ela e é estudante de farmácia. Já Tamudjim, “homem forte como um ferro”, tem vinte anos e estuda Biomedicina. A caçula, Yohana Tanzkaya, “mensageira nascida na terra”, tem dezoito anos e estuda relações internacionais.

Aos trinta e cinco anos, Sílvia já avó da pequena Mayh’ki Tanzkaya. A menina tem quatro anos e é filha de sua primogênita, Ydrish. Mayh´ki (nome indígena que significa ou “luz do mundo”.) nasceu com paralisia cerebral. A própria Sílvia fez o tratamento fisioterápico da menina. A pequena descendente da etnia waiãpi ficou totalmente recuperada: “Hoje ela é uma criança ativa, que já dá sinais de paixão pelo esporte e adora fazer atividades físicas”, relata a jovem avó. Destino ou coincidência, seu propósito ao escolher estudar fisioterapia, anos antes, ganhou mais um capítulo, cheio de sentido, com esta oportunidade de cuidar e reabilitar sua neta.

A adoção do nome da sua etnia como sobrenome foi um direito adquirido pelos indígenas brasileiros recentemente. “Somente após a Convenção 169 sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), aprovada em 1989 e ratificada pelo país via Decreto Legislativo nº 143, entrando em vigor apenas 2003, os indígenas puderam passar a usar o nome da tribo ou etnia como sobrenome”, esclarece.

A militar lembra que o seu grande sonho sempre foi hastear a bandeira nacional: “No colégio onde estudei no Amapá, apenas as crianças brancas e não indígenas tinham esse direito.” E completa: “Onde quer que eu vá, esta bandeira será honrada”!

Sílvia Nobre Waiãpi, ou Kaine, a “forte”, marca sua história com a garra da mulher indígena, que defende sua etnia e exerce com dignidade a fisioterapia na carreira militar. “Tenho o sangue verde-oliva”, declara a waiãpi, em alusão à cor de sua farda. Ela defende a participação de indígenas em assuntos de Relações Internacionais, visando à soberania do Brasil no âmbito de segurança e proteção de fronteiras, para o fortalecimento da expressão do poder nacional entre os povos indígenas.
 
 
Agradecimentos:

- Aspirante a Oficial do Exército Sílvia Nobre Waiãpi.
- Comunicação Social do Comando Militar do Leste – CML
- Comunicação Social do Hospital Central do Exército – HCE
- 1º Tenente Ana Ferraz - Oficial de Comunicação Social / Relações

terça-feira, 2 de agosto de 2011

IGEC oferece ciclo de palestras gratuito. "Crowd, o poder das multidões".

Realizado pelo Instituto de Gestão e Comunicação - IGEC, o ciclo de palestras "Crowd, o poder das multidões" acontece no próximo dia 13 de Agosto, às 9h, no Auditório da FACHA, em Botafogo. Eis aí uma ótima dica para a turma da comunicação e do empreendedorismo. Uma execelente oportunidade de adquirir conhecimento e trocar informações sobre "crowdfunding", uma tendência da era digital.

 Só recomendo aos amigos e leitores aquilo em que confio e feito por gente em quem confio. O IGEC marca mais um super ponto, promovendo um evento que se propõe a discutir um assunto que esta na vanguarda da inovação e promete agitar a forma de se relacionar com o consumidor que, ao meu ver, deixa de ser "final" e passa a ser "inicial", financiando e divulgando seu interesse nos projetos.

No Brasil, começam a surgir plataformas deste serviço de financiamento de interesse coletivo, alavancando ótimos projetos. Posso citar um que vi nascer e acontecer: o ótimo projeto Ajude um Repórter, criado pelo relações públicas e empreendedor Gustavo Carneiro, que de conta no Twitter transformou-se em site e atende grandes veículos de mídia. O projeto foi financiado por meio de ações na internet e crowdfunding no site Catarse, pioneiro do gênero em terras tupiniquins. Para quem quiser saber mais, consulte matérias e artigos sobre o tema clicando aqui.

Nos vemos lá?

Clique na imagem para vizualizar a programação completa do evento.


quarta-feira, 27 de julho de 2011

A Profecia de Sandy...


E eis que após a morte já esperada misteriosa da grande (e inconsequente) cantora Amy Winehouse, me atentei para um comercial de TV onde a comportadinha Devassa Sandy anuncia o Power Music Club, portal de música da GVT.

Na peça publicitária, a virgenzinha de Campinas filha de Xororó encarna vários estilos musicais, vestindo roupas que causem no espectador uma associação imediata com determinada vertente da música.

A piada pronta estava ali, no final. Os "profetas da publicidade" deixaram para o fim do vídeo, quando a irmã da cantora ham... hum... do músico Junior Lima usava uma peruca preta, no melhor estilo anos cinquenta, em menção direta ao estilo da Amy.
A profecia da Santa Devassa: "Aproveite agora prá não ficar chorando depois".
Faz sentido, Sandy! Quem não aproveitou Amy, chorou.


Poxa, Sandy...
E eu que não fui ao show da pinguça no Brasil...

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Google+ ... Do mesmo.

Você é daqueles que começa a se coçar diante de tanto burburinho sobre as revoluções digitais espalhadas por tudo que é lado? Então já deve saber: a internet já está com comichões de ansiedade pela mais nova invenção-indispensável-sem-a-qual-o-mundo-não-sobreviverá. O assunto da vez é mais uma rede social do Google: um tal de Google+.

De cara, meu instinto de comunicólogo acha bem estranho alguém dar um nome a qualquer coisa que obrigue a pessoa a usar o sinal "+". Isso é para fazer contas e olhe lá.
  Mas, "ok, ok", diria Nelson Rrrrrrrubens. Jornalista "aumenta, mas não inventa". 
Vamos ver o que se passa e conhecer. Antenar-se. É a lei!

Primeiro, o balde d´água gelada: só com convite. Oi??? Convite? Me levaram a cinco ou seis anos anos de retrocesso instantâneo. Em 2005 o Orkut ainda vivia disso para se caracterizar como uma comunidade de gente "selecionada". Viu que não dava pé e parou com a palhaçada. Ainda lembro do tráfico negro de convites. Cada um tinha 100 para enviar. Tsc tsc tsc. Deu no que deu: um monte de "gentchi sensualizando na netchii", "tirando 'fotinho' no espelho" e "mandando scrap animado" enquanto se vicia nuns joguinhos.

Há pouco tempo o Google queria agregar tudo quanto é "troço" num "treco" só. É, faltam palavras para dar "nomes aos bois". No seu ataque de "eu digo o que o mundo precisa" mais violento, tentou impor mais uma mudança definitiva no modo de interagir e compatilhar pela rede. Era o tal de Google Wave. Deu tão errado o conceito de que todos faziam tudo num só lugar que o projeto morreu no útero. Faltou alimento e fundamento pro projeto. Ainda teve o Google Buzz, vejam só. Este, por fim, não zumbiu na orelha de ninguém. E descansa em paz.

Então você começa a entender que o negócio do Google Mais (me nego a digitar o sinal de novo. No note ele exige um monte de combinação de tecla. Ahhh.) é (ou talvez seja) algo parecido com segregação. Repensa e... Oi de novo!? Mas não era prá aumentar os contatos? Agora é prá fazer o caminho de volta? Ah, entendi. O Wave mostrou que falar com todos, colaborar com tudo e não dar conta de nada era furada. Então resolveram que o mundo quer mesmo é falar entre os semelhantes? Teoria dos nichos ou "cauda longa" de redes sociais levado ao extremo. Ah, tá. Passo.


Pílula de dúvida: quem tem batizado os projetos do Google? Algo me diz que são os mesmos caras que dão nomes maneirinhos e "pertinentes" às operações da Polícia Federal.
 
O site "Sensacionalista" disparou: "Google+ou- já está sendo conhecido pelos usuários da rede como “Orkut Personnalité”. Vamos ver se a nova rede social "indispensável" do Google bate o recorde do Google Wave e do GoogleBuzz e morre mais rápido?  
Por via das dúvidas, antecipo minhas condolências: R.I.P. Google Google+

terça-feira, 7 de junho de 2011

Paredão fenomenal

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não me surpreenderei se...


Após a viralização do vídeo clipe da música "Oração", de uma tal "A banda mais bonita da cidade", ovacionada por gregos e troianos, e que eu, sinceramente, achei um porre e não entendi onde estava todo o valor, só me restou pensar. 

E, pensando, cheguei à conclusão: num país que resolveu aderir às "fofuras" musicais, se eu ligar a TV e me deparar com uma cena dessas, não me surpreenderei. 

No Brasil, musicalmente, nada mais me espanta!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tempo de mudanças...

Li este texto que relata algumas dicas valiosas, muitas das quais tenho aplicado em minha vida. Concluí, há tempos, que mudar dói, requer quebrarmos nossas zonas de conforto, vencer o medo e encarar. Mas é preciso. O novo sempre vem e a vida segue.
Espero que lhes seja útil como foi a mim.


Mude,
por Edson Marques



Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,

no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,

procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira

para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…

depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia

numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos,

escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.

o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.

Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,

jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,

de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,

quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,

outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.

 
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.

Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores

e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,

o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nomes aos bois: como votam os senadores pela PEC 33/09, da obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo.

Entre os seis senadores que se manifestam contra o retorno da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalista, objetivo da Proposta de Emenda Constitucional 33/09 (PEC 33), estão Fernando Collor, com suas "pantumimas e patuscadas" e Roberto Requião, que arrancou o gravador de um repórter e apagou o conteúdo.

Não estou nada surpreso em saber que estas figuras integram o "bando",. Com sua turma, pretendem desarticular uma classe de profissionais que sempre encaram como inimigos. A quem mais interessa que o jornalismo seja, a cada dia, mais desvalorizado e superficial?

Eis os nomes dos senadores que se posicionam contrários à PEC 33/09:

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB / SP)
Anibal Diniz (PT / AC)
Demóstenes Torres (DEM / GO)  
Fernando Collor (PTB / AL)
Jorge Viana (PT/ AC)
Roberto Requião (PMDB / PR)

A lista completa com o posicionamento dos parlamentares está disponível no site do SJPMRJ - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Clique aqui para consultá-la.



domingo, 1 de maio de 2011

Pessoas: sabores e saberes de vida.


Boas pessoas são como bons queijos ou vinhos: ficam mais agradáveis e valorosos à medida que o tempo avança. São caros e devemos desfrutá-los com atenção e respeito, sempre aos poucos e sem pressa, aproveitando sua excelente companhia. 

Alimentam-nos, dão sabor à vida, quão queijos nobres.Instigam nossa inteligência e fazem bem ao coração, como os vinhos. 

Mas que não esqueçamos: o queijo é produto de uma ordenha que causou dor. De horas de trabalho. O leite precisou ser considerado estragado. Alguns os desprezariam, mas seu produtor acreditava na sua potencialidade.

O vinho nasceu da uva sofrida: plantada e colhida, pisoteada e destruída. Fermentou e, por vezes, a julgaram estragada ou perdida. Mas um dia ela mostrou sua capacidade de surpreender. 

Quão o alimento e a bebida, o bom queijo e o bom vinho, boas pessoas podem sê-lo assim consideradas por mim e não pelo outro. O gosto pessoal leva-nos a selecionar os sabores que nos alegram a vida. A manter conosco a predileção pelo diferente. Alguns chamam este gosto pessoal de amizade.

Há, porém, uma ressalva: não há rótulos, como dos queijos e dos vinhos, que lhes caibam. São feitos de tantos ingredientes que não os comportaria um pedaço de papel. São as marcas do tempo e o sentimento mútuo que os marcam de valor imensurável para nós.

Boa pessoas não são as pessoas bonitas ou famosas. Podem até ser, mas não devem ser reduzidas a este grupo. São aquelas cuja a simples presença exala perfumes de eternidade. Possuem a capacidade de nos impregnar de realidades que perdemos pelo caminho. Possuem a divina capacidade de nos mostrar quem somos – e quem não somos, sem precisar dizer isto: levam-nos a refletir e encontrar as respostas. 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Cuidado com o cão

Do caso "Roberto Requião arranca gravador de repórter", o melhor resumo via foto no Blog Do Noblat. A isto eu chamo de fotojornalismo perfeito!

terça-feira, 19 de abril de 2011

O risco de viver para o trabalho é morrer por causa dele.


Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se diante de um imenso Portal. Ainda meio zonza, atravessou-o e viu uma miríade de pessoas. Todas vestindo cândidos camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida abordou um dos passantes:

- Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás, acho que fui trazida para cá por engano, porque meu convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

- No céu.

- No céu?...

- É.

- Tipo assim... o céu, CÉU...! Aquele com querubins voando e coisas do gênero?

- Certamente. Aqui todos vivemos em estado de gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências (nenhuma poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone celular), a executiva bem-sucedida custou um pouco a admitir que havia mesmo apitado na curva. Tentou então o plano B: convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas avançadas de negociação, de que aquela situação era inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana ela iria receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para assumir a posição de presidente do conselho de administração da empresa.  E foi aí que o interlocutor sugeriu:

- Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o síndico.

- É? E como é que eu marco uma audiência? Ele tem secretária?

- Não, não. Basta estalar os dedos e ele aparece.

- Assim? (...)

- Pois não?

A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem. À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais parecia um martelo, estava o próprio Pedro.  Mas, a executiva havia feito um curso intensivo de approach para situações inesperadas e reagiu rapidinho:

- Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou uma executiva bem-sucedida e...

- Executiva... Que palavra estranha. De que século você veio?

- Do 21. O distinto vai me dizer que não conhece o termo 'executiva'?

- Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

Foi então que a executiva bem-sucedida teve um insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático, a executiva poderia rapidamente assumir uma posição hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

- Sabe, meu caro Pedro. Se você me permite, eu gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse povo todo aí, só batendo papo e andando a toa, para perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

- É mesmo?

- Pode acreditar, porque tenho PHD em reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e quem faz o quê?

- Ah, não sabemos.

- Entendeu o meu ponto? Sem controle, há dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo isto aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois podemos consertar tudo isso rapidinho implementando um simples programa de targets individuais e avaliação de performance.

- Que interessante...

- É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma hierarquização e um organograma funcional, nada que dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não consigam resolver.

- !!!...???...!!!...???...!!!

- Aí, contrataríamos uma consultoria especializada para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage, maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do Grande Acionista... Ele existe, certo?

- Sobre todas as coisas.

- Ótimo. O passo seguinte seria partir para um downsizing progressivo, encontrar sinergias high-tech, redigir manuais de procedimento, definir o marketing mix e investir no desenvolvimento de produtos alternativos de alto valor agregado. O mercado telestérico, por exemplo, me parece extremamente atrativo.

- Incrível!

- É óbvio que, para conseguir tudo isso, nós dois teremos que nomear um board de altíssimo nível. Com um pacote de remuneração atraente, é claro. Coisa assim de salário de seis dígitos e todos os fringe benefits e mordomias de praxe. Porque, agora falando de colega para colega, tenho certeza de que você vai concordar comigo, Pedro. O desafio que temos pela frente vai resultar em um Turnaround radical.

- Impressionante!

- Isso significa que podemos partir para a implementação?

- Não. Significa que você terá um futuro brilhante... se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


NOTAS: 
- Autores do texto e da imagem desconhecidos.
- A personagem da história  é fictícia, mas conheço vários e várias na vida real que cairiam como uma luva no contexto.
- Me ajudou a pensar ainda mais nas prioridades da vida.