quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não me surpreenderei se...


Após a viralização do vídeo clipe da música "Oração", de uma tal "A banda mais bonita da cidade", ovacionada por gregos e troianos, e que eu, sinceramente, achei um porre e não entendi onde estava todo o valor, só me restou pensar. 

E, pensando, cheguei à conclusão: num país que resolveu aderir às "fofuras" musicais, se eu ligar a TV e me deparar com uma cena dessas, não me surpreenderei. 

No Brasil, musicalmente, nada mais me espanta!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Tempo de mudanças...

Li este texto que relata algumas dicas valiosas, muitas das quais tenho aplicado em minha vida. Concluí, há tempos, que mudar dói, requer quebrarmos nossas zonas de conforto, vencer o medo e encarar. Mas é preciso. O novo sempre vem e a vida segue.
Espero que lhes seja útil como foi a mim.


Mude,
por Edson Marques



Mas comece devagar,
porque a direção é mais importante
que a velocidade.
Sente-se em outra cadeira,

no outro lado da mesa.
Mais tarde, mude de mesa.

Quando sair,

procure andar pelo outro lado da rua.
Depois, mude de caminho,
ande por outras ruas,
calmamente, observando com atenção
os lugares por onde
você passa.

Tome outros ônibus.

Mude por uns tempos o estilo das roupas.
Dê os teus sapatos velhos.
Procure andar descalço alguns dias.

Tire uma tarde inteira

para passear livremente na praia,
ou no parque,
e ouvir o canto dos passarinhos.

Veja o mundo de outras perspectivas.

Abra e feche as gavetas
e portas com a mão esquerda.
Durma no outro lado da cama…

depois, procure dormir em outras camas.

Assista a outros programas de tv,
compre outros jornais…
leia outros livros,
Viva outros romances.

Não faça do hábito um estilo de vida.

Ame a novidade.
Durma mais tarde.
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia

numa outra língua.
Corrija a postura.

Coma um pouco menos,

escolha comidas diferentes,
novos temperos, novas cores,
novas delícias.

Tente o novo todo dia.

o novo lado,
o novo método,
o novo sabor,
o novo jeito,
o novo prazer,
o novo amor.
a nova vida.

Tente.
Busque novos amigos.

Tente novos amores.
Faça novas relações.
Almoce em outros locais,

vá a outros restaurantes,
tome outro tipo de bebida
compre pão em outra padaria.

Almoce mais cedo,

jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado…
outra marca de sabonete,
outro creme dental…
tome banho em novos horários.

Use canetas de outras cores.

Vá passear em outros lugares.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.

Troque de bolsa,

de carteira,
de malas,
troque de carro,
compre novos óculos,
escreva outras poesias.

Jogue os velhos relógios,

quebre delicadamente
esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco.
Vá a outros cinemas,

outros cabeleireiros,
outros teatros,
visite novos museus.
Mude.

 
Lembre-se de que a Vida é uma só.
E pense seriamente em arrumar um outro emprego,uma nova ocupação,
um trabalho mais light,
mais prazeroso,
mais digno,
mais humano.

Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.

Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa,
longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas.

Troque novamente.
Mude, de novo.
Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores

e coisas piores do que as já conhecidas,
mas não é isso o que importa.

O mais importante é a mudança,

o movimento,
o dinamismo,
a energia.
Só o que está morto não muda !

terça-feira, 3 de maio de 2011

Nomes aos bois: como votam os senadores pela PEC 33/09, da obrigatoriedade do Diploma de Jornalismo.

Entre os seis senadores que se manifestam contra o retorno da obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalista, objetivo da Proposta de Emenda Constitucional 33/09 (PEC 33), estão Fernando Collor, com suas "pantumimas e patuscadas" e Roberto Requião, que arrancou o gravador de um repórter e apagou o conteúdo.

Não estou nada surpreso em saber que estas figuras integram o "bando",. Com sua turma, pretendem desarticular uma classe de profissionais que sempre encaram como inimigos. A quem mais interessa que o jornalismo seja, a cada dia, mais desvalorizado e superficial?

Eis os nomes dos senadores que se posicionam contrários à PEC 33/09:

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB / SP)
Anibal Diniz (PT / AC)
Demóstenes Torres (DEM / GO)  
Fernando Collor (PTB / AL)
Jorge Viana (PT/ AC)
Roberto Requião (PMDB / PR)

A lista completa com o posicionamento dos parlamentares está disponível no site do SJPMRJ - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Clique aqui para consultá-la.



domingo, 1 de maio de 2011

Pessoas: sabores e saberes de vida.


Boas pessoas são como bons queijos ou vinhos: ficam mais agradáveis e valorosos à medida que o tempo avança. São caros e devemos desfrutá-los com atenção e respeito, sempre aos poucos e sem pressa, aproveitando sua excelente companhia. 

Alimentam-nos, dão sabor à vida, quão queijos nobres.Instigam nossa inteligência e fazem bem ao coração, como os vinhos. 

Mas que não esqueçamos: o queijo é produto de uma ordenha que causou dor. De horas de trabalho. O leite precisou ser considerado estragado. Alguns os desprezariam, mas seu produtor acreditava na sua potencialidade.

O vinho nasceu da uva sofrida: plantada e colhida, pisoteada e destruída. Fermentou e, por vezes, a julgaram estragada ou perdida. Mas um dia ela mostrou sua capacidade de surpreender. 

Quão o alimento e a bebida, o bom queijo e o bom vinho, boas pessoas podem sê-lo assim consideradas por mim e não pelo outro. O gosto pessoal leva-nos a selecionar os sabores que nos alegram a vida. A manter conosco a predileção pelo diferente. Alguns chamam este gosto pessoal de amizade.

Há, porém, uma ressalva: não há rótulos, como dos queijos e dos vinhos, que lhes caibam. São feitos de tantos ingredientes que não os comportaria um pedaço de papel. São as marcas do tempo e o sentimento mútuo que os marcam de valor imensurável para nós.

Boa pessoas não são as pessoas bonitas ou famosas. Podem até ser, mas não devem ser reduzidas a este grupo. São aquelas cuja a simples presença exala perfumes de eternidade. Possuem a capacidade de nos impregnar de realidades que perdemos pelo caminho. Possuem a divina capacidade de nos mostrar quem somos – e quem não somos, sem precisar dizer isto: levam-nos a refletir e encontrar as respostas.