sábado, 15 de outubro de 2011

TV Record no Pan 2011

Da transmissão dos Jogos Pan-Americanos de Guadajara 2011, na Tv Record, fico com a impressão de que não era a hora desta emissora assumir um evento de tamanho porte. Pelo menos com o que pude ver até o momento...

O constrangimento do apresentador que anuncia a matéria ou o break e o editor não corta, não entra a vinheta, matéria nem comercial causa um sentimento que na internet chamam de  "vergonha alheia". É parecido com estar vendo um filme inocente na sala de casa, com uma tia idosa por perto e, ao zapear, cair em um canal onde está passando uma tremenda cena de sexo tórrido. É de corar as bochechas do mais descolado dos cidadãos. 

O "vácuo" da Record não é uma excessão, mas regra. A pobre da Mylena Ciribelli já tem os dentes mais vistos do Pan, de tanto que fica ali congelada, sorrindo sem graça, esperando sair do ar! Ela, coitada, nem pode se considerar perseguida. Vi o caso se repetir com outros profissionais na mesma transmissão.

Não torço contra, registre-se. Espero realmente que a TV do Bispo Macedo se corrija a tempo e faça uma transmissão melhor. Afinal, só eles estão televisionando o evento, feito este tão comemorado que beirou o ridículo. 

Espero, ainda, que a direção da emissora também deixe de crer que padrão de qualidade de transmissão é o da Rede Globo. E olha que não falo de uma postura velada dos "cartolas" da Universal não. É situação pública, assumida e amplamente divulgada na mídia: dizem que para serem os primeiros precisam copiar quem ocupa o posto atualmente. Que dó!

Senhores "Bispos", fica um apelo: não se pautem pela premissa (errada!) de que o Brasil precisa ver atletas participando de jogos de tabuleiro gigantes, de passeios "radicais" ou de debates a la Tiago Leifert, entre outras besteiras criadas para preencher tempo e idiotizar a massa. Deixem isto para a grade de entretenimento. Não precisávamos nem do original Tiago original, quem dirá de cópias do personagem ou de seu comportamento.

Jornalismo, por favor, cubra entretenimento, mas não se resuma a produzi-lo ou fazê-lo. Não é sua função ser promoter que mais faz festa do que veicula fatos que importam. Trate de esporte com "pegada descontraída", como pregam por aí, importando ideias "do estrangeiro", mas não desvirtue seu objetivo: informar. Pedir  apuração, qualidade e idoneidade é desnecessário, afinal, é obrigação.

À Record, um apelo de mais atenção ao que não é acessório, mas está sendo tratado como tal. Ter bons equipamentos e ostentá-los só aumentou a responsabilidade. Se os possuem, façam bom uso e nos entreguem produtos que valham a pena serem vistos. Afinal, só com uniformes bacanas e padronizados e apresentadoras bonitas e de cabelos alisados ao grau da perfeição não se faz uma boa transmissão.

Se serve de consolo, a chatice do Pan-Ameiricano na TV Record não me faz ter a menor saudade da Globo e sua cobertura presa aos achismos do onisciente, onipresente, onipotente e "onichatíssimo" Galvão Bueno.

Está difícil, Brasil. E as operadoras de TV por assinatura agradecem.
 "Aqui são feitos programas de pr..."
Olha o cuidado básico passando ao lado.

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