quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Debaixo do bigode do Sarney, a aprovação da PEC dos Jornalistas

Por um folgado placar (65 x 7) foi finalmente aprovada a hoje, no Senado, a PEC 33/09, de autoria do Senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), que estava há três semanas na pauta de votação da Casa. Desde 2009 o Supremo Tribunal Federal (STF)  havia derrubado a exigência do diploma de curso superior para o exercício da profissão de jornalista. Coisa do cão do Gilmar Mendes, que deve estar revirando os olhos neste momento. 


Entre os que votaram “Não” à PEC, estão os senadores Fernando Collor de Melo (PTB), Aloísio Nunes (PSDB), Demóstenes Torres (DEM), Kátia Abreu (PSD) e Renan Calheiros (PMDB). Alguma surpresa com este elenco?


Cumprindo formalidades, a Proposta precisa passar por uma segunda votação, mas o resultado esperado é que o placar não se altere e, caso ocorra, continue com a aprovação. 


Mamãe já vai poder voltar a falar que o filho dela tem profissão de ensino superior e tirar onda com as amigas: 


-"Meu filho é jornalista, sabe". 

- "É mesmo"? - interpela uma amiga. 

- "É, agora posso falar, né? O Diploma dele validou debaixo do bigode do Sarney". 

- "Ué, diploma... Que 'mané' diploma"? A vizinha que vinha passando vai logo se metendo na história.

- "De Jornalismo, oras"! - responde, sem paciência, mamãe.

-"Ih, menina, o meu também é jornalista. 'Cabô' de ser formar". 

-"É, mas ele não é novo demais para já ter acabado a faculdade"? - diria, enfurecida, mamãe.


- "Que faculdade, formou no secundário. Já tem até emprego num jornal".
  

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sobre o "sangue novo" da política

No começo, é tudo lindo. Um cara jovem, promissor, interessado em política e atuante. Aí, esse mesmo cidadão começa a "politicar", ganha nome e, eleito, passa a ter mais convívio com os porcos. 

Ele pode não comer da mesma lavagem, mas, de tão perto que anda, acaba, no mínimo, saindo com o cheiro do chiqueiro! Não vejo salvação. Já vi outros tantos aí, tidos como "promessas políticas" ou "renovação" se transformarem em mais do mesmo... Lamentável!

Semelhança: a política aproxima os pares,
contamina e transfigura os que subestimam
seu poder de contaminação.

Feliz ano velho: tecnologia, dependência e despesas.


Lidando com computadores aprendi que "quem tem um não tem nenhum e quem tem dois tem um". Algo como 1=0 e 2=1. Conta fácil.

Experimentei isso às vésperas de entregar minha monografia, quanto o computador que eu tinha na época deu um daqueles surtos que só acontece quando a gente mais depende do equipamento, no melhor estilo "broxada virtual". Tratei de cuidar para que não ficasse mais sem ter um Plano B, ou seja, ter um terminal de reserva. Passei a ter dois computadores. 

O tempo passou e, pronto para adentar o mês de dezembro, concluí: o ano novo trará despesas de atualização tecnológica. Meu PC, que até outro dia era novo, já está obsoleto e não compensa upgrade. Meu notebook, após anos de muito uso e ótimos serviços prestados, resolveu que vai se aposentar.

Tanta coisa na mente... Da obsolescência programada até pirações sobre nossa dependência tecnológica... Prenúncio de despesas.

Feliz ano novo... Infelizes computadores velhos!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Deixa chover...

Eu confesso que também não gosto de dias muito chuvosos. Mas reconheço que no clima, como na vida, há tempo para tudo. Há dias ensolarados que são deliciosos e dias de chuva que tornam as coisas mais aconchegantes.

Também acho que dias úteis debaixo da garoa (ou da tempestade) tornam-se caóticos. Por vezes, viram dias inúteis mesmo. Mas, se não temos como vencê-los, o que nos resta senão aceitar e levar em frente?

Pior que os dias corridos e atrapalhados pela chuva são as pessoas que só fazem reclamar disso. Os mesmos que hoje execraram a segunda-feira cinzenta e chuvosa outro dia reclamavam que o calor era escaldante. 

Pena que o mundo não tenha mais (tantos) lugares de clima temperado ou ameno. Mas, se tivesse, não agradaria tais pessoas: faltaria algo. Mudariam o foco fo "mi-mi-mi".

Boas ideias e inspirações devem nascer a qualquer tempo. Em qualquer lugar...


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ana Maria Braga e Paulo Coelho: "menos você"

Dia 25 de novembro. Sexta-feira. Acordar, agradecer a Deus pela graça de acordar vivo, tomar um bom banho e começar o dia pelas rotinas de sempre. Liguei a TVpara me entreter enquanto engolia o café matinal. Deparei-me com a "mãe" do Louro José anunciando que o dia seria dedicado exclusivamente a exibir sua "entrevista" com o "mago" Paulo Coelho.

Não deveria, mas foi impossível me conter! Precisava saber o que era tão magnífico que mereceu um programa "todinho" sobre o "bruxo". Não troquei de canal e resolvi ver onde tudo aquilo ia parar.

Adivinha?

Do tanto de trivialidades entre comadres que se via e ouvia ali, o que ficou - pelo menos para mim - foi que, se de um lado, a apresentadora "pagava pau", do outro, o famoso criador de best-sellers falava em cima e tentava cortar sua interlocutora.

Ele, nitidamente tomado por constrangimento, que tentava disfarçar (pessimamente) de lisonja, foi ficando corado diante de tanta bajulação. E a "entrevistadora", emendava, no melhor estilo Jô Soares: fala que eu te corto!

Em resumo: claro que após a "reclusão" de dois anos sem aparecer em público ou dar entrevista, seria para uma vaselina, que o autor mesmo declarou como amiga pessoal, falaria. Não seria para um entrevistador de verdade, para um jornalista com dúvidas, críticas e interesses em informação, com pauta estudada e lição de casa bem feita. Existe tal ser, aliás?

Considerações finais:


1º) Marketing: tem gente que faz tão bem que quem consome suas ideias nem percebe.
2º) Eu pensava que a Dilma Rousseff fazendo omelete no Mais Você era o pior que a Globo poderia me proporcionar.
2º) Devolvam-nos o Louro José. Ele é muito mais interessante do que o momento "sou comadre de um mago" da Pe Lanza, ops, Ana Maria Braga.

E depois o Sidonio é que é rabugento!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

E as novidades do Facebook, heim?

Se eu já tenho um mural, diga-se de passagem, para lá de fofoqueiro, por que raios o Zuckerberg e sua trupe acharam que eu precisava de mais uma barra para saber o que o povo anda fazendo no Facebook?

De que adiantou eu perder tempo ocultando históricos, desfazendo assinaturas, bloqueando joguinhos e pessoas que adoram campanha das "setinhas", em resumo, saneando minha página na rede social, se, agora, surge essa barra maldita que não deixa ninguém em paz?

Rolando incessantemente, as "indispensáveis" ações dos contatos atraem nossos olhos, estrategicamente alocadas na periferia do campo de visão.

Redundante, metida a besta e briguenta, ela não quer sair de jeito nenhum. Usa de seus recursos como a "força" e o nosso desconhecimento a respeito de sua real condição para nos vencer.

Isso mais p
arece a robô clone daquela novela... Então, por favor, me respondam:

Como se desliga essa "Naomi" do Facebook, heim!?

Ao fundo, usuários assustados:
ninguém esperava pela surpresa enfadonha.

Se beber, não dirija. Se copiar, cite a fonte.