quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Janeiro como eu vi(vi)

Foto: Ernesto Carrico / Ag. O Dia


As coisas andam quentes ultimamente. Literalmente. Tivemos uma quarta-feira absurdamente escaldante no Rio de Janeiro. Um 25 de janeiro que ficará na memória, não apenas pelo desconforto causado pela intensidade do sol - que levou os cariocas a lotarem as praias e esvaziarem as ruas mais tumultuadas - mas pela tragédia do desabamento de três prédios no Centro da cidade. A Avenida13 de Maio mais parecia uma praça de guerra. Atônitos, vimos a capital fluminense parar mais uma vez diante do inexplicável.


Três construções em locais de recebem grande fluxo de pessoas durante o dia vieram abaixo. Não havia qualquer sinal de que pudessem ruir. Mas estavam lá, em estilhaços. Tudo ocorreu por volta das 20h33, o que certamente salvou muitas pessoas. Meses antes, vimos uma explosão lançar escombros - e vidas - como folhas secas ao vento. Um restaurante na Praça Tiradentes, também no Centro do Rio, desapareceu, vidas foram perdidas e cá estamos nós começando o ano com mais ocorrências sinistras.

Janeiro também nos traz a lembrança de uma catástrofe sem precedentes no Brasil. O temporal que dizimou centenas de vidas na Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro custou sonhos, famílias, perspectivas e, não devemos esquecer, deixou ônus materiais enormes. Rendeu lucros, porém, aos políticos sujos que, sem cerimônia, usaram as verbas destinadas à recuperação e reconstrução das cidades para engordar contas pessoais. Um ano depois, nada mudou. 

E o pesadelo se repetiu, com chuvas acima da média alagando cidades como Nova Friburgo, Cordeiro e Cantagalo, felizmente, sem mortes. A mesma sorte não tiveram municípios como Campos, Aperibé ou Sapucaia, onde 22 pessoas morreram após serem soterradas no distrito de Jamapará. O primeiro mês de 2012 também trouxe de volta a maldição-mor da TV brasileira. E limito-me a esta rápida citação para não dar mais cartaz às "Baixarias-Bial-Boninho".

Janeiro foi o mês da brasileira mais famosa "de todos os tempos da última semana". Quem não ouviu falar da Luísa, que estava no Canadá? A campanha de publicidade de um empreendimento imobiliário "estrelado" por sua família na Paraíba - sem sua presença, já que estava fora do país - rendeu críticas, que viraram brincadeira, que viraram meme e estes, por sua vez, foram parar nos assuntos mais comentados do Twitter por mais de uma semana. A jovem, de volta antecipadaao país, foi até dar entrevista na Globo. O jornalista Evaristo Costa tietou a moça e nos deixou esperando por uma de suas piadas no estilo "você gosta de mamão, Luísa"?

A piada do mamão, aliás, descortinou 2012. O apresentador do Jornal Hoje (Rede Globo), fez a pegadinha ao vivo com a colega de bancada, Sandra Annenberg, na primeira edição do telejornal neste ano. E, assim, no dia 2 de janeiro, respiramos fundo e nos preparamos.

Ao menos tivemos a Neila Meideiros, Âncora (com "A" maiúsculo mesmo) do SBT Brasília, que mostrou a diferença entre descontração pelo entretenimento e a capacidade de expressar sua opinião seriamente e responder com seu pensamento, sem amarras e scripts. A jornalista rebateu a crítica de um entrevistado que reclamava que obras não eram concluídas por culpa da imprensa, que tomava o tempo dos políticos locais. Coitadinhos.

Ah, não podia esquecer: no dia 17 de janeiro meu avô, Lourival de Macedo, o Sr. Bomboca, que completou 99 anos de idade. O mês não terminou e torço para que, ao findar, só tenhamos boas novas para acrescentar ao seu saldo final. 

Que venha fevereiro e seja bem melhor...


- "Você gosta de mamão, Sandra"?
Foto: reprodução internet

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