sexta-feira, 27 de abril de 2012

Desafio

Todo dia é lindo quando enxergamos
além das nuvens e pensamos no sol
que, 
invariavelmente, brilha forte  
acima de qualquer tempestade.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Hipocrisia


Uiiiii. Eles adoram o Pânico na Band (ex "na TV") e agora compartilham uma suposta carta do Wagner Moura 
criticando as mesmas patetices.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dispensem a bola de cristal...

Panorama futebolístico nos perfis de
redes sociais do Estado do Rio de Janeiro


De 22/04 - 29/04

Semana de ataques tricolores, botafoguenses e vascaínos contra o rubro-negro carioca. No mesmo período, os flamenguistas se defendem, vangloriando-se do fato de "estar de férias", o meso fato que criticariam caso os "encostados" fossem os outros três "grandes" do futebol.

No final de tudo, corre-se o risco do Vasco garantir, no próximo domingo, mais um vice. E aí, caso o panorama se confirme, é o de sempre: Flamengo lidera o ranking dos sapateadores na derrota do rival. O Botafogo seguirá comemorando seu provável título enquanto os recalcados menosprezam a importência do feito nas redes socias. O povo do Fluminense continuará sua luta em outras disputas, enquanto seus torcedores seguem o Fred e seus comparsas "bons de copo" pelas baladas cariocas.

Milhões de "sacadas geniais" com estatísticas sobre os times e evocações da história e das conquistas de cada um inundarão as timelines e murais. Montagens e mais montagens circularão, com ataques em todas as direções, exceto na da educação.

Torcedores fundamentalistas mais afoitos provavelmente se apoiarão em críticas e observações nada inteligentes, como dizer que por não ligar para futebol e não tenho o direito de mencionar os santos nomes de seus times em vão (Améééém!).

terça-feira, 17 de abril de 2012

Sonhos... (Direto do túnel do tempo)


O texto escrito a seguir foi escrito por volta do ano 2001 ou 2002. Um arquivo antigo, descoberto em um backup. Ingênuo, superficial, mas, como um sonho, me levou a viajar nas memórias de quem eu era no começo dos meus vinte e poucos anos.



Sonhos

A vida assim. Falamos, ouvimos, convivemos e sonhamos. Por vezes sequer lembramos do assunto, mas, certo mesmo, é que sonhamos. Pelo menos uma vez na vida você já acordou impressionado com a variedade de absurdos com que sonhara até alguns minutos antes, certo?

É o acordar assustado, às vezes achando engraçado aquele sonho que acaba de ter onde o... Bom, aquele sonho maluco onde você estava naquele... Falando com... O que mesmo que estava sonhando?

Acordamos e não nos lembramos de nada. E a vontade de resgatar as idéias daquele sonho não são suficientes para atingir a memória e voltar a contar aquela história surreal que acabara de sonhar.

Da mesma forma, sonhamos com coisas banais que jamais esquecemos. Fazemos de para esquecer tão ridículo sonho, tão insignificante memória, mas ali está ela... E aquelas lembranças do sonho que se teve com a vizinha, com o carro que se desejava ter, com riqueza, com a viajem ao parque de diversões... Perdidas.

O sonho toma conta de nós e tê-los faz parte da vida. Neles alguns encontram motivações de vida, inspirações, respostas, mediunidade, espiritualidade. Certo mesmo é respeitar os sonhos de cada um. Eles passam do subconsciente e muitas vezes nos atormentam vida afora, até que vivamos alguma situação que nos faça entender a razão deles terem feito parte de nossos passos durante tanto tempo.

Sonhos podem ser tristes, mas bons mesmos são aqueles sonhos divertidos, que geralmente envolvem pessoas próximas de nós e as colocam em situações extremas e tão ridículas que destes não conseguimos esquecer. Fazemos questão de contar para quantas pessoas for possível dentro do menor espaço de tempo, para que as idéias não se percam.

Pergunte para si mesmo se alguma vez na vida já não sonhou com algum ente em uma situação engraçada, improvável, cômica, mas de toda as formas, tão impossível que acaba sendo motivo de gargalhadas incontidas.

Passemos pela vida tirando proveito dos nossos sonhos, principalmente os engraçados. Podem render grandes histórias, grandes momentos. Quanto aos tristes, se possível, guardemos lições, caso haja, e descartemos o resto.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Março como eu vi(vi)

A série "retrô", que em fevereiro comemorou a chegada do nosso anjo Maria Laura, sobrinha linda e amada, volta hoje, cheia de saudosismo, para contar as dores de uma despedida.

As águas de março fecharam o verão e as cortinas para alguns espetáculos belíssimos. O mais belo deles, a vida do meu avô, Lourival de Macedo, o "Seu Bomboca". Aos 99 anos meu velho avô partiu para a eternidade. Morreu lúcido, inteligente, sereno, no dia 18 de março de 2012. Seu presença em mim fica para sempre. A gritante semelhança física. Seus conselhos. As palavras "duras". O incentivo. O carinho de patriarca.

Ao meu "velho", eterna gratidão pela companhia da infância (e pelas tantas vezes que eu e meus primos usamos seu colchão de molas para brincar de pula-pula); pelo incentivo na adolescência; por cobrar de mim avanço nos estudos; por demostrar orgulho de cada vitória minha; e pela felicidade estampada no rosto quando via minha foto de formatura.

Em seu leito de morte, vovô lembrou de mim e pediu que sua melhor foto - pendurada na parede sua casa desde que me conheço por gente - me fosse dada como lembrança. É prova de que eu realmente não precisava estar ao lado de um caixão para provar a ninguém o amor e o respeito que nutria por meu avô. A demostração eu dei em vida, ele mesmo, a cada visita mensal e a cada despedida, onde pedi sua bênção e ganhei seu abraço.

Sofrido, mas certo de que Deus já o tem em seu abraço eterno, eis aqui um neto que foi educado a amar e respeitar seus avós, sentindo desde já a eterna saudade.


E março levou também Chico Anysio ("Não garaaaavo mããis!") e Millôr Fernandes ("Há uma morte no fim da sua vida"). O Brasil ficou menos culto, menos politizado, menos alegre.

E no mais, nada mais. O mês havia começado bem, embalado por um ótimo final de semana, me pegou se surpresa no seguinte e terminou no ritmo normal da vida.

Vamos em frente, ver o que abril nos guarda... E o que guardamos para abril.

Poetinha

"Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida".
Carlos Drummond de Andrade
A foto do poeta (à dir.) que inspirou a pose da estátua na praia de Copacabana (à esq.).
Roubam-lhe óculos, mas nunca a beleza...