terça-feira, 3 de abril de 2012

Março como eu vi(vi)

A série "retrô", que em fevereiro comemorou a chegada do nosso anjo Maria Laura, sobrinha linda e amada, volta hoje, cheia de saudosismo, para contar as dores de uma despedida.

As águas de março fecharam o verão e as cortinas para alguns espetáculos belíssimos. O mais belo deles, a vida do meu avô, Lourival de Macedo, o "Seu Bomboca". Aos 99 anos meu velho avô partiu para a eternidade. Morreu lúcido, inteligente, sereno, no dia 18 de março de 2012. Seu presença em mim fica para sempre. A gritante semelhança física. Seus conselhos. As palavras "duras". O incentivo. O carinho de patriarca.

Ao meu "velho", eterna gratidão pela companhia da infância (e pelas tantas vezes que eu e meus primos usamos seu colchão de molas para brincar de pula-pula); pelo incentivo na adolescência; por cobrar de mim avanço nos estudos; por demostrar orgulho de cada vitória minha; e pela felicidade estampada no rosto quando via minha foto de formatura.

Em seu leito de morte, vovô lembrou de mim e pediu que sua melhor foto - pendurada na parede sua casa desde que me conheço por gente - me fosse dada como lembrança. É prova de que eu realmente não precisava estar ao lado de um caixão para provar a ninguém o amor e o respeito que nutria por meu avô. A demostração eu dei em vida, ele mesmo, a cada visita mensal e a cada despedida, onde pedi sua bênção e ganhei seu abraço.

Sofrido, mas certo de que Deus já o tem em seu abraço eterno, eis aqui um neto que foi educado a amar e respeitar seus avós, sentindo desde já a eterna saudade.


E março levou também Chico Anysio ("Não garaaaavo mããis!") e Millôr Fernandes ("Há uma morte no fim da sua vida"). O Brasil ficou menos culto, menos politizado, menos alegre.

E no mais, nada mais. O mês havia começado bem, embalado por um ótimo final de semana, me pegou se surpresa no seguinte e terminou no ritmo normal da vida.

Vamos em frente, ver o que abril nos guarda... E o que guardamos para abril.

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